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Merkel rejeita convite de Trump para reunião presencial do G7 em Washington

A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente dos EUA, Donald Trump - Philippe Wojazer - 7.jul.2017/Reuters
A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente dos EUA, Donald Trump Imagem: Philippe Wojazer - 7.jul.2017/Reuters

Em Washington (EUA)

30/05/2020 08h19

A chanceler Angela Merkel se nega a participar pessoalmente na reunião de cúpula do G7 nos Estados Unidos em junho, como propôs o presidente americano Donald Trump, devido à pandemia de coronavírus, confirmou neste sábado (30) à AFP um porta-voz do governo alemão.

"No momento, levando em consideração a situação geral da pandemia, ela não pode aceitar uma participação pessoal, uma viagem a Washington", declarou um porta-voz do governo alemão em Berlim, confirmando as informações antecipadas pelo site americano Politico.

"A chanceler federal agradece ao presidente Trump seu convite para a reunião de cúpula do G7", completou.

Merkel, cientista de formação, é a primeira governante do G7 (Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha e Itália) a recusar formalmente o convite.

A chanceler está mais exposta à COVID-19 devido a sua idade, 65 anos, a mesma do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe.

Estados Unidos, com mais de 100.000 mortos e 1,7 milhão de contágios, lideram a lista de países mais afetados pela doença no mundo.

Em um primeiro momento, a Casa Branca informou em março que desistia, devido à pandemia, de reunir pessoalmente os chefes de Estado e de Governo do G7 e pensava em uma reunião por videoconferência.

Mas na semana passada, Trump, 73 anos, anunciou que a reunião aconteceria em junho "essencialmente na Casa Branca", mas que alguns encontros poderiam ser organizados na residência presidencial de Camp David, no estado vizinho de Maryland.

O presidente americano, que pensa nas eleições presidenciais de 3 de novembro, deseja transformar a reunião de cúpula do G7 com os governantes presentes em um símbolo da normalização no país, com o objetivo de reativar uma economia abalada, algo que pode custar caro ao republicano nas eleições.

Na sexta-feira, a Casa Branca afirmou que Trump e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que passou alguns dias internado em consequência da covid-19, conversaram e concordaram com "a importância de reunir o G7 na presença dos governantes em breve".

As primeiras reações dos líderes do G7 à proposta de Trump foram bastante prudentes. O presidente francês, Emmanuel Macron, e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, afirmaram que estão dispostos a participar "caso as condições de saúde permitam". O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, destacou que era necessário examinar "as recomendações dos especialistas".

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