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Por coronavírus, vigília em Hong Kong por Tiananmen é proibida pela 1ª vez em 30 anos

Evento, que atrai uma multidão todos os anos, precisou ser cancelado - Gilles Sabrié/The New York Times
Evento, que atrai uma multidão todos os anos, precisou ser cancelado Imagem: Gilles Sabrié/The New York Times

01/06/2020 11h24

Uma vigília realizada todos os anos em Hong Kong em memória da repressão de Tiananmen foi proibida este ano, pela primeira vez em três décadas, devido ao risco de disseminação do coronavírus - afirma a polícia, em meio à crescente tensão na ex-colônia britânica.

Todos os anos, este evento atrai uma multidão, que se reúne em memória das vítimas da intervenção do Exército chinês, em 4 de junho de 1989, nesta praça no centro de Pequim.

É o único lugar na China onde esses eventos são relembrados, refletindo as liberdades únicas de Hong Kong sob o princípio "um país, dois sistemas", instituído desde que o território foi devolvido ao gigante asiático em 1997.

Em 2019, a comemoração do 30º aniversário de Tiananmen já havia ocorrido em um tenso contexto político, enquanto o Executivo local pró-Pequim tentava impor uma polêmica lei para permitir extradições para a China continental.

Este ano, em um texto com data de 1° de junho, ao qual a AFP teve acesso, a polícia de Hong Kong indica que não autoriza o evento na próxima quinta-feira, porque ser "uma ameaça importante à vida e à saúde do público".

Apesar de sua interconexão com a China, berço da atual pandemia, Hong Kong conseguiu conter a propagação do vírus, registrando mil casos de contágio e quatro mortes.

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