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UE tenta tranquilizar Rússia sobre missão de controle a embargo na Líbia

03/06/2020 00h12

Nações Unidas, Estados Unidos, 3 Jun 2020 (AFP) - Os países europeus tentaram tranquilizar a Rússia nesta terça-feira (2) sobre a operação europeia Irini em frente à Líbia, durante uma videoconferência do Conselho de Segurança da ONU, celebrada a pedido de Moscou após a interceptação de um petroleiro por um navio de guerra francês.

Durante esta sessão fechada, "a União Europeia apresentou a operação", lançada em 1º de abril, disse um diplomata que pediu para ter sua identidade preservada.

O bloco reafirmou "o compromisso dos Estados europeus de respeitarem os embargos" (de armas e exportação ilícita de petróleo), através desta missão que se realiza "dentro do estrito marco das resoluções do Conselho de Segurança", acrescentou.

Segundo outro diplomata, a "Rússia está muito isolada" no Conselho de Segurança em suas reticências em renovar a resolução 2292, que expirará em 10 de junho.

A resolução autoriza as inspeções em alto-mar e nela se baseia a missão Irini.

Suspeita-se que Moscou, que nega qualquer participação, abasteça com armas e mercenários o marechal Khalifa Haftar, homem forte do leste do país.

"Enfatizamos a necessidade de que a Operação Irini se celebre em conformidade com a resolução 2292", disse a missão diplomática russa na ONU à AFP, sem excluir a possibilidade de que se requeira uma nova ordem do Conselho de Segurança.

A missão russa também pediu uma abordagem imparcial em relação aos beligerantes com uma operação "que cubra toda a costa líbia".

A votação de um novo texto escrito por Berlim está prevista para 9 de junho.

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