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Procurador-geral de Minnesota ganha destaque com caso Floyd

04/06/2020 17h16

Washington, 4 Jun 2020 (AFP) - Quando Keith Ellison deixou o Congresso para atuar como procurador-geral de Minnesota, no ano passado, trocou a visibilidade nacional por um perfil mais baixo. Mas o julgamento do homicídio de um cidadão negro pela polícia voltou a colocá-lo sob os holofotes.

Esta semana, Ellison assumiu o caso do homicídio de George Floyd, que gerou uma onda de protestos e distúrbios em dezenas de cidades americanas. Ontem, Ellison aumentou a gravidade das acusações contra o policial Derek Chauvin. Anunciou, ainda, que os outros três agentes envolvidos na morte de Floyd também serão acusados.

Ellison, negro e muçulmano, disse que é primordial que a justiça seja feita, para Floyd e a família dele. Também previu que "este não será um caso fácil", e que "será difícil conseguir uma condenação. Mas quero que o público saiba que estamos buscando justiça, estamos buscando a verdade, e o estamos fazendo vigorosamente."

Ellison, 56, é um político democrata e progressista que, em 2006, tornou-se o primeiro muçulmano a chegar à câmara baixa e primeiro negro a representar Minnesota no Congresso americano. Doze anos depois, voltou a fazer história ao se tornar o primeiro muçulmano do país a conseguir um cargo estadual, quando se tornou procurador-geral de Minnestota.

- Uma carreira com polêmicas -Pero su carrera no ha estado exenta de controversias. Algunos demócratas lo criticaron por haber apoyado a la Nación del Islam, una organización religiosa y sociopolítica fundada en 1930 con el objeto de impulsar la conciencia de la comunidad negra y que ha sido acusada de antisemita por la Liga Antidifamación, una organización judía con sede en Estados Unidos.

El tema surgió cuando Ellison se postuló para presidir el Comité Nacional Demócrata. Pese a que perdió esa carrera ante Tom Perez, fue votado como vicepresidente, amplificando las voces progresistas en el partido.

En su campaña por la Fiscalía General de Minnesota, surgieron acusaciones de violencia doméstica por parte de una antigua novia, que no le impidieron, sin embargo, ser elegido para el cargo.

La semana pasada, surgió una nueva polémica luego de que el hijo de Ellison, Jeremiah, que integra el concejo local, anunciara su "apoyo a ANTIFA", el movimiento antifascista que los republicanos acusan de fomentar la violencia en los disturbios.

Ellison dijo que su hijo estaba reaccionando a "la absurda" promesa del presidente Donald Trump de catalogar a ANTIFA como organización terrorista.

Mientras, el líder de la mayoría republicana en el Senado local, Paul Gazelka, dijo a la radio pública de Minnesota que consideraba a Ellison una figura demasiado política para "impartir justicia" en el caso de Floyd.

No obstante, el gobernador Tim Walz dijo, respondiendo al deseo de justicia expresado por la familia de Floyd, que "con Keith Ellison al frente del caso, eso va a ocurrir".

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