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Lei George Floyd: Congressistas dos EUA aprovam projeto de reforma policial

Mural com o rosto de George Floyd, morto após ser asfixiado por um policial branco em 25 de maio - SHANNON STAPLETON/REUTERS
Mural com o rosto de George Floyd, morto após ser asfixiado por um policial branco em 25 de maio Imagem: SHANNON STAPLETON/REUTERS

26/06/2020 01h37

A maioria democrata na Câmara dos Representantes conseguiu aprovar ontem um projeto de lei para uma profunda reforma policial nos Estados Unidos, em meio à polarização após o assassinato do afro-americano George Floyd, que provocou protestos e demandas por mudanças em todo o país.

No aniversário de um mês da morte de Floyd, a medida aprovada proíbe prisões com imobilizações por asfixia e mandados de prisão sem aviso prévio, restringe ainda mais a imunidade dos policiais, combate os perfis de etnia e estabelece um banco de dados para rastrear má conduta policial.

No entanto, esse regulamento gera um confronto com o Senado, onde os líderes republicanos não pretendem aprová-lo.

Os aplausos surgiram quando o projeto passou com 236 votos a favor e 181 contra, com três republicanos se unindo aos democratas.

O presidente Donald Trump se opôs às medidas da Câmara e disse na terça-feira que os democratas estão levando ao "enfraquecimento de nossa polícia" e ao fim da imunidade policial.

Em vez disso, o presidente apoia uma proposta republicana menos dura no Senado, que foi bloqueada pelos democratas na terça-feira, sem sinais de novas negociações.

A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse que seu projeto recebeu o nome de George Floyd, cujas últimas palavras foram "não consigo respirar" antes de morrer sob custódia da polícia de Minneapolis, acrescentando que essas palavras "mudaram o curso da história da nossa nação".

A legislação "transformará fundamentalmente a cultura da polícia para combater o racismo sistêmico, reduzir a brutalidade policial e salvar vidas, pois põe fim à proteção da polícia contra a responsabilização", afirmou Pelosi.

"Não pintamos toda a polícia com o mesmo pincel, mas para aqueles que precisam ser pintados com esse pincel, precisamos tomar as medidas contidas neste projeto".

Pelosi e outros democratas rejeitaram o projeto de lei do Senado porque aponta uma reforma sem exigir nenhuma ação específica.

Em vez de mandatos diretos, a proposta republicana incentivaria a mudança, negando doações federais a departamentos de polícia que não abolirem imobilização por asfixia ou usarem mandados sem aviso prévio.

Os republicanos dizem que o projeto de lei seria um bom ponto de partida para negociar, mas os democratas argumentam que não é possível, e Pelosi disse que seria "um fracasso moral em aceitar algo menos que uma mudança transformacional".

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