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Democratas pedem explicação do governo americano sobre supostos incentivos russos para ataques no Afeganistão

O presidente americano negou ter sido informado sobre este assunto e afirmou que seus serviços secretos não consideraram a informação como "confiável" - POOL / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
O presidente americano negou ter sido informado sobre este assunto e afirmou que seus serviços secretos não consideraram a informação como "confiável" Imagem: POOL / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

Da AFP, em Washington

29/06/2020 15h16

A líder dos democratas no Congresso dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, pediu hoje aos diretores de inteligência locais que informem os parlamentares sobre possíveis bônus pagos por Moscou a insurgentes para matar soldados ocidentais no Afeganistão.

"O Congresso precisa saber o que a comunidade de inteligência sabe sobre essa ameaça significativa às tropas americanas e aos nossos aliados, bem como as opções disponíveis para responsabilizar a Rússia", disse Pelosi em carta à diretora da CIA, Gina Haspel, e ao diretor de inteligência nacional (DNI), John Ratcliffe.

"O presidente foi informado e, se não, por que e por que o Congresso não foi informado?", disse a parlamentar.

O New York Times, o The Washington Post e o Wall Street Journal informaram no fim de semana que agentes russos distribuíram dinheiro para combatentes "próximos ao Talibã" para matar soldados dos EUA e da OTAN em missão no Afeganistão.

Citando fontes anônimas da inteligência americana, as publicações indicaram que as informações foram repassadas a Donald Trump e discutidas pelo Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca no final de março sem qualquer reação.

Tanto o governo russo como o Talibã negaram a informação.

O presidente americano negou ontem ter sido informado sobre este assunto e afirmou que seus serviços secretos não consideraram a informação como "confiável".

Já os democratas não veem dessa forma.

"O presidente nega ter sido informado, mas o governo não nega a existência da informação", argumentou Pelosi em sua carta.

Neste sentido, concluiu que "a negativa do presidente em se posicionar contra a Rússia também coloca vidas em perigo na região, enquanto o governo afegão e os Estados Unidos participam de negociações cruciais de paz com o Talibã".

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