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Responsáveis por motim no México são condenados a 1.200 anos de prisão

01/07/2020 19h33

México, 1 Jul 2020 (AFP) - Um juiz sentenciou a 1.200 anos de prisão seis detentos acusados de provocar um motim na penitenciária de Topo Chico, no estado de Nuevo León (norte), que deixou 48 mortos em 2016, informou o Ministério Público nesta quarta-feira (1).

O magistrado encarregado do caso sentenciou os réus a 25 anos de prisão por cada uma das vítimas, o que resultou em uma pena de 1.200 anos para cada um dos condenados, detalhou o MP em um comunicado.

O juiz determinou que os condenados também deverão pagar multa individual de 16.200 dólares a parentes dos mortos como "reparação de dano, indenização por morte e despesas fúnebres".

A defesa ainda pode apelar da sentença.

Na madrugada de 11 de fevereiro de 2016, um enfrentamento entre grupos rivais deixou 48 mortos. No confronto, foram incendiados dormitórios, a cozinha e a despensa da penitenciária.

Segundo as autoridades, grupos rivais do cartel de Los Zetas desataram a briga para assumir o controle do presídio.

Cenário de outros motins, Topo Chico foi fechado em outubro passado. Tinha sido construído para abrigar 3.600 detentos, mas os internos chegaram a 5.000.

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