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Futebol colombiano é sancionado por revenda de ingressos para eliminatórias da Copa de 2018

06/07/2020 15h03

Bogotá, 6 Jul 2020 (AFP) - A Federação Colombiana de Futebol (FCF) foi sancionada por irregularidades na venda de ingressos para as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 na Rússia, informaram autoridades do país nesta segunda-feira.

O chefe da Superintendência da Indústria e Comércio (SIC), Andrés Barreto, garantiu nesta segunda em uma entrevista coletiva, que a federação, seus dirigentes e duas empresas privadas formaram "um cartel para o desvio de ingressos para revendê-los" e "gerar preços excessivamente altos" nos ingressos para as eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia de 2018, que ocorreram entre outubro de 2015 e outubro de 2017.

As sanções totalizam 4,9 milhões de dólares e afetam a Federação, duas empresas encarregadas da comercialização dos ingressos e 17 pessoas, entre as quais destacam-se o atual presidente da FCF, Ramón Jesurun, e seu antecessor, Luis Bedoya, que está nos Estados Unidos desde novembro de 2015, colaborando com a justiça desse país nas investigações do escândalo do Fifagate.

No âmbito do Fifagate, o governo dos EUA acusou cerca de 45 pessoas e várias empresas esportivas de mais de 90 crimes e de pagar ou aceitar mais de US$ 200 milhões em subornos.

Barreto garantiu que a Federação Colombiana favoreceu irregularmente a empresa Ticketshop para atribuir a ela a venda de ingressos para os jogos da seleção do país durante as Eliminatórias.

De acordo com a investigação da SIC, essa empresa "assinou um contrato (...) com a empresa Ticketya, que realmente (...) teve acesso à bilheteria e a colocou a preços de revenda até 350% a mais do que" o valor de mercado.

A autoridade garante que os gerentes da Federação tinham "pleno conhecimento" desse esquema: "procurando evitar o escândalo do Fifagate, esse processo de seleção foi inventado para dar uma aparência de legalidade", disse o superintendente.

O futebol colombiano está paralisado desde 13 de março, em meio ao confinamento para combater a COVID-19, que já registrou mais de 4.000 mortes e cerca de 117.000 infectados na Colômbia.

bur/ol/aam