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Chilenos vão às ruas por retirada antecipada de fundos de pensão

Manifestantes queimaram carros em protesto que pedia a retirada antecipada dos fundos de pensão em Santiago - JAVIER TORRES/AFP
Manifestantes queimaram carros em protesto que pedia a retirada antecipada dos fundos de pensão em Santiago Imagem: JAVIER TORRES/AFP

Da AFP, em Santiago

15/07/2020 08h07

Vários distúrbios foram registrados na noite de ontem em várias cidades do Chile, depois de uma convocação nas redes sociais para manifestações a favor da retirada antecipada de fundos de pensão que está sendo debatida no Congresso.

Em Santiago, o protesto começou com "panelaços" em diferentes pontos da capital e ficou mais violento, com dezenas de manifestantes provocando incêndios em um supermercado e em uma concessionária de automóveis no bairro da Estação Central, no centro da cidade, onde queimaram mais de uma dúzia de veículos.

Os manifestantes também atearam fogo às barricadas nas ruas e causaram danos materiais às empresas. A Polícia registrou pelo menos 30 detidos, e os incidentes se espalharam para outras cidades. Esse quadro fez lembrar os protestos ocorridos após o surto social no país, em outubro passado.

O protesto aconteceu após um chamado nas redes sociais para defender a retirada antecipada de 10% dos fundos de pensão. O debate segue na Câmara dos Deputados, devido à falta de resposta oficial para atender a classe média.

Esses fundos seriam utilizados para auxiliar os afiliados ao sistema de seguridade social, a fim de enfrentar a crise econômica causada no Chile pelo novo coronavírus.

Os deputados votam nesta quarta-feira a favor ou contra essa medida, que determinará se ela vai para o Senado.

O presidente Sebastián Piñera se opôs a essa iniciativa e alertou que isso prejudicará as aposentadorias dos chilenos. Para conter sua aprovação legislativa, o presidente anunciou novas medidas na terça-feira, dentro de um plano de apoio à classe média, fortemente afetada pela pandemia.

Piñera concedeu um bônus de transferência direta de cerca de US$ 630 para trabalhadores de classe média, ou desempregados que tivessem um certo nível de renda formal antes da pandemia, além de um crédito solidário de até US$ 2.400, adiamento do aluguel e créditos estudantis.

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