PUBLICIDADE
Topo

Peru se prepara para tomar medidas contra surto da pandemia

11/08/2020 16h02

Lima, 11 Ago 2020 (AFP) - O governo do Peru anunciou, nesta terça-feira (11), que está se preparando para tomar medidas para conter um surto da pandemia de coronavírus, após iniciar um desconfinamento gradual há seis semanas para reativar a economia.

"Amanhã (quarta-feira) aprovaremos em sessão do Conselho de Ministros um decreto supremo com medidas complementares que ajudem a reverter esta situação", disse no Congreso o novo chefe de gabinete, Walter Martos.

"Se não contermos a doença, será difícil avançar com a reativação de nossa economia", ressaltou Martos, ao comparecer pela primeira vez diante do parlamento para obter um voto de confiança para o novo gabinete, que ele dirige desde quinta-feira passada.

O presidente do Conselho de Ministros não especificou as medidas em estudo, mas a ministra da Saúde, Pilar Mazzetti, indicou no fim de semana que "seria uma medida razoável restabelecer o toque de recolher aos domingos", entre outras ações.

O Peru é o terceiro país da América Latina com mais casos e mortes pela pandemia, com 483.133 casos e 21.276 óbitos.

Desde 16 de março, está em vigor no país um toque de recolher noturno e as fronteiras estão fechadas. As aulas presenciais estão suspensas pelo resto do ano.

- Casos e mortes em alta -Desde que o governo habilitou o desconfinamento em 1° de julho em 18 das 25 regiões do país e depois autorizou o transporte nacional aéreo e terrestre, os casos mais que dobraram, passando de uma média de 3.300 diários há um mês para 7.025 na última semana, segundo dados oficiais.

As mortes também registraram um aumento, passando de uma média de 182 por dia no início de julho para 208 na última semana, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

O número oficial de mortos é uma questão polêmica no Peru. A imprensa local estima que se os casos suspeitos forem incluídos, os mortos por COVID-19 chegariam os 50.000. O governo contabiliza apenas os casos confirmados.

- Reativar a economia -O gabinete liderado por Martos é o quinto designado pelo presidente Martín Vizcarra, que iniciou o último ano de seu governo em 28 de julho, após assumir o poder em março de 2018.

O Congresso exige que Vizcarra priorize a atenção sanitária e a recuperação da economia, que entrou em colpaso durante os quase quatro meses de confinamento pela pandemia.

Vizcarra não tem partido nem bancada no Congreso, mas supre essa desvantagem com um forte apoio nas pesquisas, com mais de 60% de aprovação.

O PIB do Peru caiu 17% nos primeiros cinco meses do ano e espera-se uma contração de 12,5% em 2020.

ljc/fj/yow/aa/cc