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Primeiro-ministro britânico pedirá na ONU união mundial contra pandemias

Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, em Beeston -
Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, em Beeston

De Londres

25/09/2020 20h10

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, pedirá neste sábado aos líderes mundiais que superem suas divisões e lutem juntos para prevenir futuras pandemias, durante discurso remoto na Assembleia Geral da ONU.

"Após nove meses de luta contra a covid, a própria noção de comunidade internacional parece despedaçada", dirá Johnson, segundo trecho de seu discurso divulgado na noite de hoje pela Downing Street.

"Si não nos unirmos e voltarmos nossa bateria contra nosso inimigo comum, sabemos que todos perderão", advertirá o líder conservador britânico. "Agora é o momento, portanto, para que a humanidade se una através das fronteiras e repare essas rachaduras feias."

Johnson, cujo país foi duramente atingido pelo novo coronavírus, com quase 42 mil mortos, também anunciará um financiamento adicional aos esforços internacionais de vacinação e à Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Aqui no Reino Unido, onde nasceu o pioneiro da primeira vacina, Edward Jenner, estamos decididos a fazer todo o possível para trabalhar com nossos amigos das Nações Unidas para curar essas divisões e sanar o mundo", dirá o premier.

Johnson irá propor um plano, desenvolvido com a Fundação Bill e Melinda Gates, que inclui a criação de uma rede de centros de pesquisa dedicados a "identificar os patógenos perigosos antes que eles passem dos animais para os seres humanos". O plano inclui o desenvolvimento da capacidade de produção de tratamentos e vacinas e a criação de um sistema mundial de alerta para pandemias, a harmonização dos protocolos sanitários para futuras emergências mundiais, e a redução das barreiras comerciais que dificultaram a resposta ao novo coronavírus.

Johnson também deve anunciar um financiamento britânico de 571 milhões de libras para o Covax - dispositivo internacional para a distribuição de 2 bilhões de doses de vacinas por todo o mundo em 2021 - e 340 milhões de libras para a OMS nos próximos quatro anos.

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