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"Princípio de acordo" entre governo espanhol e autoridades de Madri sobre restrições

8.jun.2020 - Reabertura de shopping em Madri, na Espanha, durante pandemia do novo coronavírus - David Benito / Getty Images
8.jun.2020 - Reabertura de shopping em Madri, na Espanha, durante pandemia do novo coronavírus Imagem: David Benito / Getty Images

29/09/2020 17h27

O governo espanhol e as autoridades regionais de Madri chegaram a um "princípio de acordo" para aumentar as restrições e tentar conter o avanço do coronavírus, conforme anunciado na terça-feira.

Após dias de tensões entre o executivo central e regional, de espectro político oposto, o ministro da Saúde socialista, Salvador Illa, apareceu em entrevista coletiva para dizer que este último "acatou as recomendações do governo" de tomar medidas extremas em Madri, epicentro da pandemia na Espanha.

O referido endurecimento se traduzirá em "medidas para limitar a mobilidade, para limitar os contatos sociais" e também para "limitar a capacidade e as horas", explicou sem dar mais detalhes.

Essas restrições ocorrerão quando três critérios forem atendidos: incidência do vírus superior a 500 casos por 100.000 habitantes nas últimas duas semanas, taxa de ocupação de unidades de terapia intensiva superior a 35% e positividade em testes de detecção de PCR superiores a 10%.

Esses critérios ocorrem na capital e na maior parte da região de Madri, onde o ministro qualificou a situação como "muito preocupante", com taxas de incidência em alguns pontos superiores a 1.000 casos por 100.000 habitantes.

Antes de entrar em vigor, a medida deve ser aprovada esta quarta-feira por todas as 17 regiões do país, o que implicará restrições adicionais em qualquer ponto da Espanha onde esses limites sejam ultrapassados.

O ministro estava otimista com a aprovação e disse ter visto "um ambiente favorável" entre os assessores regionais de saúde.

"Satisfeito por ter chegado a um princípio de acordo com o Governo da Espanha para enfrentar conjuntamente a batalha contra o vírus", disse o vice-presidente regional de Madri, Ignacio Aguado, confiante de que a iniciativa será "ratificada" nesta quarta-feira.

Se o dispositivo for implementado, as restrições serão significativamente ampliadas na região de Madri, onde cerca de um milhão de pessoas (de um total de 6,6 milhões) já estão sujeitas a limitações, em virtude das quais só podem deixar seus vizinhança por motivos básicos, como ir ao trabalho, ao médico ou levar os filhos à escola.

O governo central havia recomendado com antecedência às autoridades regionais conservadoras de Madri que aplicassem essas limitações à capital como um todo.

A Espanha é um dos países mais atingidos pela pandemia na Europa, com 31.614 mortes e 758.172 casos diagnosticados até o momento.

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