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EUA sancionam entidades iranianas por interferência em eleições

22/10/2020 21h23

Washington, 23 Out 2020 (AFP) - O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou cinco entidades iranianas nesta quinta-feira (22), incluindo os Guardiões da Revolução, exército ideológico de Teerã, por "tentativas flagrantes" de interferir nas eleições presidenciais americanas de 3 de novembro.

Esses grupos trabalharam para "semear a discórdia entre a população eleitoral, espalhando desinformação online e executando operações de influência maliciosa com o objetivo de enganar os eleitores americanos", afirmou o Tesouro em um comunicado.

"Entidades do governo iraniano, disfarçadas de mídia, visaram os Estados Unidos com o objetivo de minar o processo democrático", acrescentou.

O Tesouro não explica claramente a ligação entre essas sanções e as acusações feitas na noite de quarta-feira pelo Diretor de Inteligência dos EUA, John Ratcliffe.

Ele acusou o Irã de ter obtido dados de eleitores norte-americanos e enviado e-mails "destinados a intimidar os eleitores, incitar a agitação social e prejudicar o presidente [Donald] Trump", que busca sua reeleição em 3 de novembro.

As autoridades iranianas rejeitaram, por sua vez, o que descreveram como "invenções".

"O regime iraniano usa narrativas falsas e outros conteúdos enganosos para tentar influenciar as eleições dos EUA", disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, nesta quinta-feira, sem maiores detalhes, que prometeu "combater os esforços de qualquer ator estrangeiro que ameace o processo eleitoral".

As entidades alvo são os Guardiões da Revolução e sua unidade de elite para operações estrangeiras, a Força Qods, ambas já sancionadas em diversas ocasiões por Washington.

Nesta ocasião, também sanciona o Instituto Bayan Rasaneh Gostar, apresentado como ferramenta de propaganda dos Guardiões da Revolução, assim como a União Iraniana de Rádio e Televisão Islâmica e a União Internacional de Mídia Virtual.

"Funcionários do Bayan Gostar previram influenciar a eleição explorando questões de sociedade nos Estados Unidos, incluindo a pandemia, e denegrindo personalidades políticas americanas", afirmou o Tesouro.

Os Estados Unidos impuseram hoje sanções ao embaixador do Irã no Iraque, acusado de "tentar desestabilizar aquele país" como general dos Guardiões da Revolução. Segundo o governo americano, o diplomata era um "assessor próximo" de Qassem Soleimani, chefe da Força Qods.

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