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Forças afegãs matam líder do Al-Qaeda; ao menos 24 mortos em ataque do EI em Cabul

25/10/2020 09h50

Cabul, 25 Out 2020 (AFP) - Ao menos 24 pessoas morreram e 57 ficaram feridas no sábado (24) em um ataque suicida reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI) contra um centro educacional em Cabul, segundo um novo balanço do Ministério do Interior.

Por outro lado, as forças especiais afegãs mataram o egípcio Abu Muhsin al-Masri, considerado o número dois do grupo jihadista Al-Qaeda no subcontinente indiano.

"O balanço do ataque terrorista de sábado subiu para 24 mortos", declarou neste domingo Tareq Arian, porta-voz do Ministério do Interior.

"Não houve mudanças em relação ao número de feridos", acrescentou Arian, que no sábado havia comunicado um balanço de 18 mortos e 57 heridos.

O Estado Islâmico reivindicou o ataque em um comunicado nas redes sociais.

Um kamikaze "se dirigiu a uma reunião... em Cabul, onde detonou sua jaqueta de explosivos entre" a multitudão, disse o EI.

O oeste de Cabul é majoritariamente povoado pelos hazaras, uma etnia quase exclusivamente xiita, frequentemente atacada pelo grupo Estado Islâmico.

Os talibãs, através de seu porta-voz Zabihullah Mudjahid, negaram qualquer "relação" com o atentado.

- Líder do Al-Qaeda morre -No sábado, um Twitter da Direção Nacional da Segurança (NDS, serviços de inteligência afegãos) anunciou a morte de Abu Muhsin al-Masri, um jihadista que estava em 2018 na lista de terroristas mais procurados pelo FBI, a polícia federal dos Estados Unidos.

"Al-Masri morreu em uma operação da NDS no distrito de Andar na província de Ghazni" (leste), disse à AFP um membro da NDS.

"Um de seus assistentes que está em contato com os talibãs foi detido", acrescentou.

A operação contra Al-Masri ocorreu em um momento em que o governo afegão e os talibãs negociam um acordo de paz no Catar.

Essas negociações ocorrem após o acordo concluído em fevereiro entre os talibãs e Estados Unidos, pelo qual os milicianos islâmicos afegãos afirmaram que não permitirão que extremistas estrangeiros operem no país.

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