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Indicada por Trump para a Suprema Corte pode ser oficializada nesta segunda

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a juíza Amy Coney Barrett - Olivier Douliery/AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a juíza Amy Coney Barrett Imagem: Olivier Douliery/AFP

Washington, Estados Unidos

25/10/2020 21h19

Um Senado americano dividido avançou no processo de indicação pressionado pelo presidente Donald Trump para que Amy Coney Barrett ocupe uma cadeira na Suprema Corte, estabelecendo um limite ao debate até a provável confirmação da juíza na segunda-feira, apenas oito dias antes das eleições americanas.

Em uma sessão incomum de fim de semana, a maioria republicana no Senado superou os democratas em número e varreu um obstáculo no processo de indicação de Barrett, com 51 votos a 48.

O processo de indicação de Barrett, que essencialmente garantiria uma maioria conservadora de 6-3 na Suprema Corte, avançou a uma velocidade incomum.

Trump, que se vê atrás nas pesquisas de intenção de voto contra o candidato democrata Joe Biden, quer que Barrett, 48 anos, seja confirmada antes da eleição de 3 de novembro para estar no cargo caso o tribunal precise abordar qualquer questão relacionada às eleições.

Duas senadoras republicanas, Susan Collins, que encara uma dura reeleição no Maine, e Lisa Murkowski, do Alasca, votaram contra uma continuação do processo, após afirmarem nas últimas semanas que se opunham à confirmação de uma juíza em uma data tão próxima das eleições presidenciais.

No entanto, no sábado, Murkowski disse a colegas que embora se opusesse à pressa dos republicanos para preencher o cargo vago pelo falecimento da juíza Ruth Bader Ginsburg, acabaria votando para confirmar Barrett, já que não havia chance de impedir o processo.

O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, priorizou o processo de confirmação da Câmara Alta sobre outras questões, incluindo um novo projeto de lei para fornecer alívio financeiro a milhões de americanos e a empresas e autoridades locais duramente atingidas pelo coronavírus.

Os democratas alertam que Barrett, se confirmada na Suprema Corte, votará por desmantelar o Obamacare, que ajudou milhões de americanos a obter seguro de saúde, e poderá derrubar a lei Roe v. Wade de 1973, que protege o direito ao aborto nos Estados Unidos.

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