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Líderes europeus pedem diálogo 'entre comunidades e religiões'

29/10/2020 16h27

Bruxelas, 29 Out 2020 (AFP) - Os líderes dos 27 países-membros da União Europeia condenaram nesta quinta-feira (29) o ataque em Nice, no sul da França, e fizeram um apelo por "diálogo e compreensão entre comunidades e religiões, ao invés de divisão".

Em uma declaração conjunta concisa, os líderes europeus disseram que ficaram "chocados e tristes" com o que aconteceu em Nice e condenaram "nos termos mais veementes" o que consideraram "um ataque aos valores que compartilhamos".

Os líderes realizaram uma cúpula por videoconferência na tarde de quinta-feira para analisar a resposta europeia à pandemia da covid-19, mas o ataque em Nice e outros incidentes registrados na França ganharam destaque na agenda.

Um homem de 21 anos armado com uma faca realizou um ataque em Nice, deixando ao menos três mortos, além de vários feridos, em um incidente que o presidente Emmanuel Macron chamou de "ataque terrorista islâmico".

Em comunicado conjunto divulgado nesta quinta-feira, os líderes europeus indicaram que o bloco "permanece unido e firme em sua solidariedade com a França, com os franceses e com o governo, em nossa luta comum e contínua contra o terrorismo e a violência extremista".

Como resultado desse ataque, o governo da França aumentou o nível de segurança nacional ao grau de "urgência atentado", o que significa um estado de vigilância máxima.

Além desse ataque em Nice, um guarda do consulado francês na cidade saudita de Jidá também foi ferido e, na cidade francesa de Lyon, um afegão armado com uma arma branca foi interceptado e detido pela polícia.

Há cerca de um mês, um professor de história do ensino fundamental de uma escola situada nos arredores de Paris foi decapitado por um refugiado checheno russo por ter mostrado aos seus alunos caricaturas do profeta Maomé durante uma aula de liberdade de expressão.

Depois, uma declaração do presidente Macron defendendo a liberdade de publicação das charges despertou a ira de muitos muçulmanos no Oriente Médio.

Na sequência destas declarações, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, incentivou o boicote a produtos franceses, e uma manifestação no Paquistão contra a representação diplomática francesa teve que ser contida pela polícia.

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