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Maduro culpa EUA e Colômbia por 'ataque terrorista' a refinaria na Venezuela

17.jun.2020 - De máscara, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, grava pronunciamento à televisão no Palácio de Miraflores, em Caracas - Marcelo Garcia/Presidência da Venezuela/AFP
17.jun.2020 - De máscara, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, grava pronunciamento à televisão no Palácio de Miraflores, em Caracas Imagem: Marcelo Garcia/Presidência da Venezuela/AFP

29/10/2020 21h31

Caracas, 30 Out 2020 (AFP) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, culpou hoje o colega da Colômbia, Iván Duque, e os Estados Unidos por uma explosão sem vítimas na principal refinaria do país, Amuay, o que seu governo denunciou como um ataque terrorista.

"Não têm limites. Iván Duque e Álvaro Uribe Vélez (ex-presidente da Colômbia e mentor político de Duque) estão por trás desse ataque, juntamente com os órgãos de inteligência dos Estados Unidos", expressou Maduro durante ato transmitido pela TV estatal, sem apresentar provas do vínculo de Bogotá e Washington com a explosão.

Maduro costuma denunciar ataques armados, negados por seus adversários, ante eventos como os apagões em massa que paralisaram o país ao longo de 2019, e acusa com frequência a vizinha Colômbia e os Estados Unidos de serem os responsáveis.

Segundo líderes opositores e sindicalistas, a explosão ocorrida hoje em Amuay teria sido causada por uma falha nas atividades para reativar a refinaria, no momento em que o país enfrenta uma escassez aguda de combustíveis.

Amuay é o coração do gigantesco complexo de refino de Paraguaná, um dos maiores do mundo, com capacidade para processar 955 mil barris por dia de óleo cru e combustíveis, mas atingido pelo colapso da indústria petroleira venezuelana, que produzia 3,2 milhões de barris de cru por dia há 12 anos e oferece menos de 400 mil atualmente, segundo a Opep.

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