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Espanha promete vacinação de boa parte da população até meados de 2021

20/11/2020 09h58

Madri, 20 Nov 2020 (AFP) - Uma parte "muito substancial" da população espanhola terá sido vacinada contra o coronavírus até meados de 2021 - anunciou o presidente do governo, Pedro Sánchez, nesta sexta-feira (20).

"Estamos preparados. Nossas previsões são, em quase todos os cenários razoáveis, de que uma parte muito substancial da população espanhola poderá estar vacinada, com todas as garantias, ao longo do primeiro semestre" de 2021, disse Sánchez, em um evento em Agoncillo, na região de La Rioja (norte).

A Espanha "será o primeiro país da UE, junto com a Alemanha, a ter um plano completo de vacinação. Estamos trabalhando neste plano desde setembro", completou Sánchez, acrescentando que os detalhes serão apresentados na próxima terça-feira em conselho de ministros.

No mês passado, o governo espanhol autorizou a futura aquisição de 31,5 milhões de doses da vacina desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, como parte de um acordo de compra da Comissão Europeia com esta farmacêutica, que prevê 300 milhões dose para todo bloco.

A Agência Espanhola de Medicamentos (AEMPS) também autorizou, na quarta-feira (18), o início da última fase do ensaio clínico de uma vacina de duas doses contra a covid-19 do grupo norte-americano Johnson & Johnson. O teste será realizado em outros oito países.

Além disso, o governo espanhol aguarda a Pfizer e a BioNTech, que anunciaram nesta sexta-feira que vão pedir autorização nos Estados Unidos para comercializar sua vacina contra a covid-19.

A Espanha é um dos países da Europa mais afetados pela pandemia, com mais de 42.000 mortos e 1,54 milhão de casos diagnosticados desde o início do ano.

Hoje, um toque de recolher noturno está em vigor em todo país, exceto nas Ilhas Canárias, e há inúmeras limitações de movimento.

Em algumas áreas, os espanhóis não podem sair de seu município, exceto por motivos justificados, como ir ao médico, trabalhar, ou cuidar de pessoas dependentes.

Na quinta-feira (19), o epidemiologista-chefe do Ministério da Saúde, Fernando Simón, destacou que a incidência do vírus segue abaixo pouco a pouco e falou em uma tendência "favorável".

Ele ressaltou, porém, que a pressão sobre os hospitais continua a ser "importante".

avl/CHZ/bl/tt