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Coronavírus

Bolívia quer retomar atividades suspensas desde março pela pandemia

O governo aprovou em março uma dura quarentena que foi flexibilizando pouco a pouco - JORGE BERNAL / AFP
O governo aprovou em março uma dura quarentena que foi flexibilizando pouco a pouco Imagem: JORGE BERNAL / AFP

Da AFP, em La Paz

29/11/2020 21h53

O governo da Bolívia anunciou hoje medidas para uma retomada completa das atividades esportivas, culturais e políticas, suspensas desde março por causa do novo coronavírus, que coordenará com os governos regionais e municipais.

"Tomamos a decisão de começar a recompor a atividade cultural, a atividade esportiva, as de ordem religiosa e as atividades de ordem política", declarou o ministro da Saúde, Edgar Pozo, em coletiva de imprensa.

A autoridade disse que "coordenará ações com as regiões e municípios para a aplicação de protocolos de biossegurança", a fim de prevenir uma segunda onda de contágios, cuja provável ocorrência se prevê para o primeiro trimestre do ano que vem.

Espera-se que então o país possa ter iniciado uma campanha de vacinação maciça.

Na Bolívia, a pandemia de covid-19 deixou mais de 144 mil contagiados e cerca de 9.000 falecidos.

Para evitar os contágios, o governo aprovou em março uma dura quarentena que foi flexibilizando pouco a pouco ao ponto de, agora, a maioria das atividades transcorrerem quase normalmente.

A exceção são os eventos culturais, recreativos, os espetáculos esportivos, as atividades religiosas e os serviços de gastronomia, que contam apenas com autorizações parciais de operação, emitidas por cada município, que incluem restrições de horários e de sua capacidade.

Com os novos dispositivos, uma vez coordenados com as autoridades locais, todas estas atividades tenderão à normalidade.

O país ainda mantém suas fronteiras terrestres fechadas, como uma das poucas medidas restritivas em vigor.

A autorização para a realização de concentrações políticas é importante com vistas às próximas eleições de governadores e prefeitos, convocadas para março de 2021.

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