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BioNTech: Vacina só terá máxima eficácia se respeitado prazo entre 2 doses

Eficácia máxima da vacina só é garantida se as doses forem aplicadas em um intervalo de 21 dias, disse o laboratório - Robson Mafra/AGIF/Estadão Conteúdo
Eficácia máxima da vacina só é garantida se as doses forem aplicadas em um intervalo de 21 dias, disse o laboratório Imagem: Robson Mafra/AGIF/Estadão Conteúdo

05/01/2021 09h43

Frankfurt am Main, 5 Jan 2021 (AFP) - O laboratório BioNTech advertiu hoje que a eficácia máxima de sua vacina contra a covid-19 não está garantida em caso de adiamento da administração da segunda dose, uma estratégia adotada ou contemplada em vários países para imunizar mais pessoas.

"A eficácia e a segurança da vacina não foram avaliadas para outros calendários de doses além das duas injeções com o intervalo de 21 dias, aplicadas durante o teste clínico", explicou a empresa alemã, que desenvolveu em parceria com a americana Pfizer a primeira vacina autorizada nos Estados Unidos e na Europa.

Diante das reservas limitadas do produto, a Dinamarca anunciou ontem que vai espaçar em seis semanas as duas doses; o Reino Unido, que autorizou a vacina no início de dezembro, antes da UE, decidiu separar as duas injeções em 12 semanas.

"Desta maneira, poderemos vacinar mais pessoas a partir de agora", explicou o diretor da Agência Nacional de Saúde dinamarquesa, Søren Brostrøm. Ele afirmou que a análise é baseada na documentação apresentada pelos laboratórios, que indica uma segunda dose recebida "entre 19 e 42 dias" após a primeira.

Na Alemanha, o ministério da Saúde pediu às autoridades que avaliem as opções para espaçar as doses.

"Mesmo que os dados demonstrem que existe uma proteção parcial 12 dias após a primeira dose, não há dados que demonstrem que a proteção permaneça além de 21 dias", disse uma fonte da BioNTech.

"Consideramos que é necessária uma segunda injeção para garantir a proteção máxima contra a doença", completou a fonte da empresa, especializada na técnica do RNA mensageiro, com sede em Mainz (sudoeste da Alemanha).

"As decisões sobre os regimes de doses alternativos são tomadas pelas autoridades nacionais de saúde", com as quais o laboratório está em "diálogo constante".

As decisões na Dinamarca também envolvem a vacina da Moderna, que está sendo avaliada pela UE, e a da AstraZeneca.

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