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Empresários britânicos pedem mais ajuda ao governo para enfrentar a pandemia

Empresários britânicos pedem mais ajuda ao governo para enfrentar a pandemia - Crédito: Jack Taylor/Getty Images
Empresários britânicos pedem mais ajuda ao governo para enfrentar a pandemia Imagem: Crédito: Jack Taylor/Getty Images

18/01/2021 22h17

Os empregadores britânicos pediram nesta terça-feira (18) ao governo que ajude mais e sem demora as empresas ameaçadas pela pandemia, com prolongamento do desemprego parcial e incentivos fiscais.

Temendo que dezenas de milhares de pequenas empresas possam entrar em colapso, a Confederação da Indústria Britânica (CBI) pediu ao Ministro das Finanças, Rishi Sunak, para agir com urgência, alegando não poder esperar até a oficialização do orçamento anual de 3 de março para ação.

"Nas próximas semanas, as empresas tomarão decisões difíceis sobre empregos, ou mesmo sobre como continuar fazendo negócios", avisou Tony Danker, diretor-executivo da CBI.

"Se o governo planeja continuar ajudando, peço que aja antes do orçamento", continuou.

A CBI reconheceu que as autoridades já fizeram muito pelas empresas desde o início da pandemia, mas muitas delas estão em perigo devido à queda na demanda devido às restrições impostas para conter o novo coronavírus.

A Inglaterra vive seu terceiro confinamento, o mais rígido desde a primavera de 2020, que causará uma nova recessão.

O CBI, que representa 190.000 empresas, quer que o governo prorrogue além de abril - até o final de junho - o regime de desemprego parcial para limitar os danos sociais e preservar o emprego.

Defende ainda o diferimento do pagamento do IVA e a manutenção da isenção do imposto sobre as instalações da empresa por mais três meses, o que ajudaria sobretudo o comércio e os restaurantes.

O governo já mobilizou quase 300 bilhões de libras (408 bilhões de dólares) desde o início da crise da saúde para proteger a economia.

Recentemente, estendeu o desemprego parcial até abril e concedeu subsídios para restaurantes e comércios que devem permanecer fechados.

A Federação das Pequenas Empresas (FSB) estima que pelo menos 250.000 PME podem ir à falência se não receberem mais ajuda.

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