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Coronavírus matou mais de 18 mil pessoas no mundo nas últimas 24 horas

4.jan.2021 - Pessoas caminham até um centro de vacinas contra o coronavírus em Pequim - Greg Baker/AFP
4.jan.2021 - Pessoas caminham até um centro de vacinas contra o coronavírus em Pequim Imagem: Greg Baker/AFP

27/01/2021 17h11

O coronavírus matou mais de 18 mil pessoas no mundo nas últimas 24 horas, um recorde, enquanto as novas cepas britânica e sul-africana continuam sua expansão incontrolável.

Na frente aberta pela vacina, esperança de muitos para conter a epidemia, a britânica AstraZeneca estava mergulhada nesta quarta-feira (27) em uma tensa disputa com a União Europeia (UE).

A cada dia, a situação se agrava mais: o número de infecções no mundo ultrapassa os 100 milhões e, segundo disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta, novas variantes do vírus continuam a se espalhar. A britânica já está presente em 70 países e a sul-africana, em 31.

Além disso, houve 18.109 mortes no planeta na terça-feira, um recorde desde o início da pandemia de covid-19, de acordo com uma contagem realizada na quarta-feira pela AFP a partir de balanços oficiais.

O número confirma uma tendência observada desde o início do mês: a mortalidade está acelerando, os recordes de mortes diárias estão sendo ultrapassados mais rapidamente e a curva está se achatando em números cada vez mais altos (em média, 14 mil mortes por dia desde 22 de janeiro, contra 10 mil no final de novembro).

No total, a covid-19 causou 2,16 milhões de mortes no mundo. A Europa e a América Latina e Caribe são as duas regiões mais afetadas do mundo, com 713 mil e 580 mil óbitos, respectivamente. A nível nacional, os Estados Unidos são o país que mais registrou mortes (425.227), seguido pelo Brasil (218.878), Índia (153.724), México (152.016) e Reino Unido (100.162).

Essa situação preocupa governos em todo o planeta.

No Reino Unido, o governo anunciou a imposição de uma quarentena em hotéis para residentes do Reino Unido que chegam de países considerados de risco; uma estadia que terá de ser paga por cada um do próprio bolso.

A medida afetará viajantes de 22 países, como África do Sul, Portugal e países da América do Sul. Na verdade, as chegadas ao território britânico a partir desses locais, onde as variantes do vírus "apresentam um risco", já estão proibidas para todos os visitantes de fora do Reino Unido.

Esses viajantes serão "levados diretamente" do aeroporto para o hotel, afirmou o primeiro-ministro Boris Johnson.

"Viagens não essenciais"

Enquanto isso, a Finlândia, relativamente pouco afetada pela pandemia, anunciou que vai endurecer suas restrições na fronteira, proibindo viagens "não essenciais" para seu território.

A Noruega adotou uma medida semelhante, fechando suas fronteiras para quase todos os não residentes.

A Argentina, por sua vez, obrigou as companhias aéreas a reduzir a frequência de voos de e para a Europa, Estados Unidos, Brasil e México, depois que o país registrou um aumento de mortes e contágios.

O Peru estendeu até 28 de fevereiro o estado de emergência que está em vigor há 10 meses. A segunda onda da pandemia também obrigou o governo a confinar Lima e oito regiões (16,4 milhões de habitantes, metade da população nacional) a partir de domingo.

Na França, o governo afirmou nesta quarta-feira que estuda vários cenários para tentar conter o avanço da covid-19, como uma nova quarentena "muito estrita", já que o atual toque de recolher, a partir das 18h, não parece estar sendo efetivo.

Ainda mais firme, a Eslováquia decidiu intensificar seu confinamento, exigindo exames negativos dos cidadãos para que possam sair de casa.

Tensões com a AstraZeneca

Por outro lado, Moscou nesta quarta-feira mais uma vez relaxou as restrições que estão em vigor há meses, sob o argumento de que as infecções estão sendo reduzidas apesar da cidade não estar confinada. Bares, restaurantes e casas noturnas podem abrir após as 23h.

Em meio a esse panorama desolador, todas as esperanças estão voltadas para a campanha massiva de vacinação, que, no entanto, está gerando tensões entre governos, população e fabricantes.

Assim, a União Europeia levantou o tom nesta quarta-feira em sua controvérsia com o laboratório britânico AstraZeneca sobre atrasos na entrega das vacinas, instando as fábricas que a empresa tem no Reino Unido a compartilharem sua produção.

Segundo o presidente da AstraZeneca, Pascal Soriot, a produção das vacinas nas fábricas britânicas está reservada ao Reino Unido, sob um acordo firmado com Londres três meses antes da assinatura do contrato com a UE, mas Bruxelas o rejeita.

Agora, a UE afirma que a AstraZeneca fornece vacinas da covid-19 produzidas em duas fábricas localizadas no Reino Unido, enquanto o grupo prevê a entrega de apenas "um quarto" das doses prometidas.

O Chile aprovou nesta quarta-feira a vacina justamente desse laboratório, do qual espera receber 6 milhões de doses, após ter autorizado o uso do imunizante da Pfizer (EUA) e da Sinovac (China).

Até o momento, pelo menos 79,2 milhões de doses da vacina contra a covid-19 foram aplicadas em ao menos 69 países ou territórios, de acordo com a contagem da AFP na quarta-feira às 11h GMT.

No entanto, a imunização continua sendo um privilégio dos países de alta renda (segundo os parâmetros do Banco Mundial), que tiveram 62% das doses injetadas no mundo, enquanto lá vivem apenas 16% da população mundial.

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