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Voo Rio-Paris: procuradoria quer julgar Air France e Airbus por acidente em 2009

Equipe em embarcação brasileira resgata destroços do acidente com o voo AF-447 da Air France. O avião decolou do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão - Antonio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro (RJ), às 19h29 de 31 de maio de 2009, com destino a Paris (França), desapareceu com 228 pessoas a bordo quando sobrevoava o oceano Atlântico. Segundo a Air France, o último contato da aeronave ocorreu às 23h14, quando o avião enviou uma mensagem automática relatando uma pane elétrica - FAB
Equipe em embarcação brasileira resgata destroços do acidente com o voo AF-447 da Air France. O avião decolou do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão - Antonio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro (RJ), às 19h29 de 31 de maio de 2009, com destino a Paris (França), desapareceu com 228 pessoas a bordo quando sobrevoava o oceano Atlântico. Segundo a Air France, o último contato da aeronave ocorreu às 23h14, quando o avião enviou uma mensagem automática relatando uma pane elétrica Imagem: FAB

27/01/2021 13h49

A Procuradoria-Geral francesa pediu um julgamento por "homicídios culposos" contra Air France e Airbus pelo acidente em 2009 de um voo que cobria a rota Rio-Paris, no qual morreram 228 pessoas - disseram fontes judiciais à AFP nesta quarta-feira (27).

O Tribunal de Apelações de Paris decidirá em 4 de março se envia ou não a companhia aérea francesa e a construtora europeia aos tribunais.

A Airbus e a Air France foram indiciadas em 2011 por "homicídios culposos", mas, após quase uma década, os juízes que investigavam as causas do incidente rejeitaram as acusações contra as duas empresas.

As investigações "não levaram à identificação de uma falha defeituosa por parte da Airbus, ou da Air France", estimaram os juízes em 2019.

As partes civis reclamaram contra essa decisão, que chamaram de "absurda e corporativista".

Segundo os especialistas, os elementos que desencadearam o acidente foram o congelamento dos sensores externos, as sondas Pitot, e o fornecimento de dados errados de velocidade, que desorientaram os pilotos durante a travessia noturna do Atlântico, em cujas águas a aeronave caiu.

Os pedidos da Procuradoria-Geral francesa vão além dos formulados pela Promotoria de Paris, que em 2019 apelou da extinção geral da denúncia contra Airbus e Air France, ordenada pelos juízes de instrução, mas que pedia apenas um julgamento contra a companhia aérea.

A Promotoria de Paris estimava que a companhia havia cometido "negligência" ao não fornecer aos seus pilotos informação suficiente sobre como reagir em caso de anomalias nos sensores que controlam a velocidade dos aviões, apesar de vários incidentes deste tipo nos meses anteriores à tragédia.

Desde o início da investigação, os especialistas travam uma batalha sobre as responsabilidades na série de incidentes que levaram ao acidente. As partes civis estimam que as duas companhias, Air France e Airbus, devem responder nos tribunais.

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