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Ministro do Equador renuncia após rebeliões violentas em prisões

Ambulância de medicina legal deixa o presídio em Guayaquil, no Equador - Marcos Pin Mendez/AFP
Ambulância de medicina legal deixa o presídio em Guayaquil, no Equador Imagem: Marcos Pin Mendez/AFP

05/03/2021 20h39

O ministro do Interior do Equador, Patricio Pazmiño, renunciou nesta sexta-feira (5), após motins simultâneos em quatro prisões, que deixaram 79 mortos.

"É minha decisão pessoal apresentar minha renúncia irrevogável ao cargo de ministro do Interior", informou Pazmiño em carta dirigida ao presidente do Equador, Lenín Moreno, e que também foi publicada no Twitter. Pazmiño acrescentou que sua "gestão à frente da pasta foi questionada".

Na segunda-feira, a Assembleia Nacional pediu a destituição de Pazmiño, do comandante da polícia, Patricio Carrillo, e do diretor do órgão encarregado da administração dos presídios, Edmundo Moncayo.

A renúncia de Pazmiño ocorre uma semana após motins simultâneos em quatro prisões do país, que resultaram na morte de 79 presidiários, um acontecimento que Moreno chamou de "barbárie". Autoridades atribuem os motins a um confronto entre quadrilhas criminosas que disputam o poder e estão supostamente vinculadas a organizações mexicanas e colombianas.

O agora ex-ministro também argumentou que foi forçado a renunciar após ser diagnosticado "pela segunda vez" com covid-19, que, somada a uma "doença catastrófica", da qual não deu detalhes, o expõe "a um risco enorme" e o impossibilita de continuar no cargo.

Pazmiño assumiu o cargo em novembro passado, após a destituição da então ministra María Paula Romo pelo uso de bombas de gás lacrimogêneo vencidas durante os violentos protestos de outubro de 2019.

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