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1 mês

Promotor pede para arquivar investigação contra ex-presidente Uribe na Colômbia

05/03/2021 12h02

Bogotá, 5 Mar 2021 (AFP) - O Ministério Público da Colômbia anunciou, nesta sexta-feira (5), que pedirá a um juiz para arquivar a investigação judicial contra o ex-presidente e ex-congressista Álvaro Uribe por suposta manipulação de testemunhas contra um senador da oposição.

"O promotor do caso estabeleceu que várias das condutas pelas quais o ex-congressista estava legalmente vinculado não têm caráter de crime, e nas outras que têm ele não pode ser atribuído como autor ou participante", informou seu gabinete em nota.

O promotor Gabriel Jaimes solicitou ser ouvido em audiência para apresentar seu pedido de arquivamento a favor do ex-presidente, em um procedimento que deve ser agendado em breve e no qual o juiz pode aceitar ou recusar o pedido para encerrar a investigação.

O juiz poderia inclusive chamar Uribe para o julgamento, após o qual as partes podem recorrer a tribunais superiores.

"Graças a Deus por este passo positivo. Obrigado a todas as pessoas pelas suas orações e solidariedade", reagiu Uribe no Twitter.

O ex-presidente, que governou entre 2002 e 2010, está na lupa da Justiça por supostos crimes de suborno e fraude processual.

O caso começou em 2012, quando o então senador Uribe denunciou seu colega da Câmara Alta Iván Cepeda por um suposto complô para vinculá-lo aos grupos paramilitares de extrema direita, responsáveis por violações dos direitos humanos em sua guerra clandestina contra as guerrilhas de esquerda.

Ainda muito popular na Colômbia pelo seu discurso de pulso firme, Uribe acusava seu opositor de manipular testemunhas para denunciá-lo na Justiça.

No entanto, o Supremo Tribunal se absteve de processar Cepeda e, ao mesmo tempo, decidiu abrir em 2018 uma investigação contra o ex-presidente sob a mesma suspeita: manipular testemunhos de presos contra seu opositor.

O alto tribunal ordenou em agosto do ano passado a prisão domiciliar do então senador Uribe, enquanto avançava em sua investigação.

Mas o ex-presidente conseguiu escapar do tribunal ao renunciar à cadeira que ocupava no Senado desde 2014. Ele obteve sua liberdade em outubro graças à decisão de uma juíza de garantias.

Ao renunciar como legislador, Uribe passou a ser investigado pela Promotoria chefiada por Francisco Barbosa, um ex-colaborador do presidente Iván Duque, pupilo do ex-presidente.

O senador Cepeda, que aparece como vítima dentro do processo, denuncia a falta de garantias de imparcialidade na investigação.

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