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EUA aplica sanções a sete entidades chinesas por 'ameaça à segurança'

08/04/2021 12h33

Washington, 8 Abr 2021 (AFP) - O Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (8), que acrescentou sete entidades chinesas especializadas em supercomputadores a sua lista de empresas sob sanções, alegando que são uma ameaça a sua segurança.

Com isso, pretende-se "evitar que a China aproveite a tecnologia americana para apoiar seus esforços desestabilizadores de modernização militar", disse a secretária de Comércio Gina Raimondo em um comunicado.

Agora, estas empresas precisarão de uma licença especial para exportar e importar dos Estados Unidos.

"As capacidades de supercomputação são vitais para o desenvolvimento de muitas - talvez quase todas - armas modernas e sistemas de segurança nacional, como as armas nucleares e as hipersônicas", disse Raimondo.

Entre os centros afetados pelas restrições está o Centro Nacional de Supercomputação, na cidade oriental de Wuxi, sede do Sunway TaihuLight. Foi considerado o mais rápido do mundo, por ocasião de seu lançamento, em 2016, a primeira vez que um supercomputador foi feito em usar qualquer tecnologia americana.

Elaborada por pesquisadores para identificar os supercomputadores mais potentes, a última lista Top500 classificou o Sunway TaihuLight como o quarto mais rápido, no final de 2020. Os três primeiros eram do Japão e dos Estados Unidos.

A China é, de longe, o país com o maior número de supercomputadores no mundo. Trata-se de um campo em expansão com implicações para a computação em nuvem, pesquisa climática e mecânica avançada, além da pesquisa militar.

Os Estados Unidos estão cada vez mais preocupados com o que consideram uma intenção da China de adquirir conhecimentos aparentemente técnicos para modernizar seu Exército.

As tensões entre as duas maiores economias do mundo tiveram uma escalada nos últimos anos, em meio às acusações dos Estados Unidos de que a China rouba, continuamente, sua propriedade intelectual.

Outros pontos de controvérsia são as ações militares cada vez mais assertivas de Pequim na Ásia e seu histórico de violações dos direitos humanos, o que incluiria, segundo os EUA, a repressão em Hong Kong e o encarceramento em massa de muçulmanos uigures.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu manter a pressão sobre a China, um incomum ponto de convergência com seu antecessor Donald Trump.

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