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Três dos sete religiosos sequestrados no Haiti são libertados

Dez pessoas foram sequestradas em meados de abril, incluindo sete clérigos - cinco deles haitianos, além de dois cidadãos franceses, um padre e uma freira - Bárbara Cady
Dez pessoas foram sequestradas em meados de abril, incluindo sete clérigos - cinco deles haitianos, além de dois cidadãos franceses, um padre e uma freira Imagem: Bárbara Cady

22/04/2021 21h34

Porto Príncipe, 23 Abr 2021 (AFP) - Três dos sete clérigos católicos sequestrados no Haiti no início deste mês foram libertados, disse um porta-voz da Igreja à AFP nesta quinta-feira (22), enquanto a nação insular luta contra o aumento da violência e a crise política em andamento.

Dez pessoas foram sequestradas em Croix-des-Bouquets, uma cidade a nordeste da capital, Porto Príncipe, em meados de abril, incluindo sete clérigos - cinco deles haitianos, além de dois cidadãos franceses, um padre e uma freira.

O padre Loudger Mazile, porta-voz da Conferência Episcopal do país, disse que "os franceses não foram libertados. Não havia laicos entre os libertados". "Três dos sete clérigos sequestrados em 11 de abril foram libertados", afirmou ele à AFP.

O Haiti, o país mais pobre das Américas, sofre com a falta de segurança e desastres naturais. Os sequestros em busca de resgate aumentaram nos últimos meses em Porto Príncipe e outras províncias, refletindo a crescente influência de gangues armadas na ilha caribenha.

O governo do Haiti renunciou e um novo primeiro-ministro foi nomeado na sequência dos sequestros dos religiosos, uma medida que, segundo o presidente Jovenel Moise, "tornará possível resolver o problema flagrante da insegurança e continuar as discussões a fim de alcançar o consenso necessário para a estabilidade institucional e política de nosso país".

As vítimas estavam "a caminho da instalação de um novo pároco" quando foram sequestradas, Mazile havia dito anteriormente à AFP, e os sequestradores exigiram um resgate de um milhão de dólares pelo grupo.

As autoridades suspeitam que uma gangue armada chamada "400 Mawozo", que costuma atuar em sequestros, esteja por trás do crime, de acordo com uma fonte policial.

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