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Papa recebe presidente argentino Alberto Fernández no Vaticano

O Papa Francisco fala ao presidente da Argentina, Alberto Fernandez, durante seu encontro no Vaticano - Divulgação/Vaticano
O Papa Francisco fala ao presidente da Argentina, Alberto Fernandez, durante seu encontro no Vaticano Imagem: Divulgação/Vaticano

13/05/2021 08h47Atualizada em 13/05/2021 11h04

O papa Francisco recebeu seu compatriota, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, no Vaticano hoje, em uma audiência pautada por temas urgente como pandemia do novo coronavírus, liberação de patentes de vacinas e dívida externa.

A audiência a portas fechadas foi realizada no estúdio da Sala Paulo VI no Vaticano e durou cerca de 25 minutos, informaram vaticanas.

Na sequência, Fernández se reuniu com o número dois do Vaticano, o secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, e com o secretário para as Relações com os Estados, Paul Richard Gallagher.

"Falou-se da situação do país, com especial referência a algumas problemáticas como a gestão da emergência pandêmica, a crise econômica e financeira e a luta contra a pobreza, destacando, neste contexto, a contribuição significativa que a Igreja Católica deu e continua assegurando", relatou o Vaticano em um comunicado.

Esta é a quarta e última etapa da viagem de Fernández pela Europa. O presidente argentino passou por Portugal, Espanha e França, países onde conquistou apoios para sua delicada gestão da dívida com o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Clube de Paris.

Fernández chegou ao Vaticano acompanhado por uma delegação oficial liderada por sua esposa, Fabiola Yañez; pelo secretário de Culto, Guillermo Oliveri; e pelo ministro da Economia, Martín Guzmán. Foram recebidos com todas as honras pelas autoridades vaticanas.

Ao final do encontro privado com Fernández, o papa recebeu a delegação para a tradicional troca de presentes.

Francisco deu ao presidente argentino um mosaico, enquanto Fernández lhe deu livros, uma estola e mel produzidos por uma cooperativa argentina.

Fernández, de 62 anos, já havia sido recebido pelo papa, no Vaticano, em janeiro de 2020, depois de sua vitória eleitoral. Foi uma audiência privada particularmente longa, marcada pela cordialidade, na qual falaram de pobreza e da dívida deste país sul-americano.

Coincidências e divergências

No tema da dívida externa, ambos, que se conhecem há anos, "têm muitas coincidências", como reconheceu o próprio presidente na ocasião.

A aprovação há quatro meses da lei de Interrupção Voluntária do Aborto por parte da Argentina esfriou, no entanto, as relações entre o governo peronista e a Igreja Católica.

A questão ofusca o apoio dado pelo papa argentino, em diferentes oportunidades, à batalha contra a gigantesca dívida externa dos países, que "condena os povos à escravidão" e que considera "impagável", como já denunciou.

Fontes oficiais destacaram outras coincidências entre o atual governo argentino e Francisco. Entre elas, está a batalha pela liberação das patentes das vacinas contra o coronavírus para favorecer o fornecimento aos países com menos recursos.

No último sábado, o papa criticou severamente "o nacionalismo cerrado, que impede um internacionalismo das vacinas", depois de defender uma distribuição equitativa para os países mais necessitados.

Não se descarta um encontro, na sexta-feira (14), em Roma, do presidente Fernández com Kristalina Georgieva, a búlgara que dirige o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ela participa de um seminário organizado pelo Vaticano. O evento também contará com a presença da secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, e do ministro argentino da Economia, Martín Guzmán.

Antes ou depois do seminário, Fernández poderá estar frente a frente com a diretora do FMI, um encontro que faria parte da chamada "diplomacia silenciosa" de Francisco.

Ainda hoje, Fernández será recebido pelo presidente italiano, Sergio Mattarella, e pelo chefe de governo, Mario Draghi.

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