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Motins em prisões do Equador deixam oito mortos e vinte feridos

22/07/2021 00h52

Quito, 22 Jul 2021 (AFP) - Motins em duas penitenciárias no Equador nesta quarta-feira (21) deixaram oito presos mortos e cerca de vinte feridos, incluindo policiais, informou a entidade governamental encarregada de administrar as prisões.

Na penitenciária costeira da província costeira de Guayas (sudoeste), "foram registradas 8 #PPL (pessoas privadas de liberdade) falecidas e 2 membros da @PoliciaEcuador ficaram feridos", informou o Serviço Nacional de Atenção Integral a Pessoas Privadas de Liberdade (SNAI) no Twitter.

Em outro tuíte, o SNAI acrescentou que no presídio da província andina de Cotopaxi, no centro do país, "foram registrados 20 feridos".

Por sua vez, a polícia informou na mesma rede social que em Guayas três militares ficaram feridos, enquanto em Cotopaxi, onde continuam as operações, dois agentes precisaram de atendimento médico.

As prisões de Guayas e Cotopaxi foram duas das quatro nas quais ocorreram confrontos sangrentos simultaneamente em fevereiro, com um saldo de 79 presos mortos e vários feridos, incluindo policiais.

Os incidentes de fevereiro deixaram cenas aterrorizantes, como corpos decapitados, e revelaram o poder das máfias do tráfico em prisões superlotadas.

Na semana passada, policiais prenderam uma pessoa que tentou entrar na prisão de Guayaquil com fuzis, pistolas, explosivos e munições.

O Equador tem cerca de 60 prisões com capacidade para abrigar 30.000 pessoas, mas atualmente existem cerca de 39.000 presos sob a custódia de cerca de 1.500 guardas. De acordo com especialistas, 4.000 guardas são necessários para exercer um controle efetivo das prisões.

A taxa de superlotação nas prisões do país gira em torno de 30%. Em 2020, segundo a Defensoria, houve 103 assassinatos em presídios.

Para tentar conter a violência nas prisões, o governo do ex-presidente Lenín Moreno, encerrado em maio passado, decretou o estado de exceção em algumas ocasiões. A última medida vigorou até novembro do ano anterior.

Em meio à pandemia e para reduzir a população carcerária, o Equador aplicou medidas substitutivas para os que cumpriam penas por crimes menores, reduzindo assim a superlotação das prisões de 42% para 30%.

pld/rsr/am