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Conteúdo publicado há
2 meses

Fotógrafo cubano Ányelo Troya é solto e aguarda apelação em prisão domiciliar

25/07/2021 21h49

Havana, 26 Jul 2021 (AFP) - O fotógrafo cubano Ányelo Troya foi solto e aguardará em prisão domiciliar a apelação da sentença de um ano de prisão imposto por um tribunal cubano por participar dos protestos históricos de 11 de julho, informou seu irmão neste domingo (25).

Troya, de 25 anos, e um dos realizadores do vídeo do polêmico rap "Patria y Vida", "foi libertado na noite de sábado e está bem fisicamente, embora ainda incomodado pelo que ocorreu", explicou à AFP seu irmão, Yuri.

Esta "é a maior alegria que podiam dar à minha mãe, que estava desesperada", acrescentou Yuri, destacando que Troya está "sob medida cautelar de prisão domiciliar, à espera do processo de apelação da sentença proferida pelo tribunal".

Eliexer Márquez (El Funky), amigo de Troya e um dos dois rappers cubanos que cantam "Patria y Vida", postou em seu perfil no Facebook uma foto em que o fotógrafo abraça sua mãe, enquanto faz o sinal da vitória com a mão.

Ao grito de "temos fome", "abaixo a ditadura" e "liberdade", milhares de cubanos protestaram em 11 e 12 de julho em mais de 40 cidades do país em atos que deixaram um morto, dezenas de feridos e centenas de feridos.

Troya foi detido enquanto caminhava pela área do Capitólio de Havana, com sua câmera pendurada no ombro, e foi condenado na quarta-feira a um ano de prisão em um processo de "atestado direto" (julgamento expedito), junto com outros 12 participantes das manifestações.

Em coletiva de imprensa no sábado, o presidente do Tribunal Supremo, Rubén Remigio Ferro, disse que 59 cubanos tinham sido julgados até a data por "delitos menores" como desacato, desordem pública ou lesões não graves.

Ferro não informou o total de detidos durante os protestos.

A procuradora-geral da República, Yamila Peña, disse no sábado que se houver "algum erro" nos processos judiciais, será aceita a responsabilidade nos casos concretos.

rd/gm/mvv

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