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EUA e Rússia têm reunião discreta em Genebra para estabilizar relação

Imagem de arquivo de bandeira dos Estados Unidos; país ameaçou agir, caso a Rússia não ponha fim à onda de ciberataques - Brian Lawdermilk/Getty Images
Imagem de arquivo de bandeira dos Estados Unidos; país ameaçou agir, caso a Rússia não ponha fim à onda de ciberataques Imagem: Brian Lawdermilk/Getty Images

Em Genebra

28/07/2021 07h45

Rússia e Estados Unidos continuam, hoje, em Genebra, o diálogo estratégico iniciado às margens do Lago de Genebra em junho entre seus presidentes Vladimir Putin e Joe Biden, respectivamente, para tentar estabilizar uma relação muito degradada.

A reunião será a portas fechadas, liderada pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Riabkov, e sua homóloga do Departamento de Estado americano, Wendy Sherman.

Russos e americanos reduziram as expectativas para esta reunião, que não deve resultar em grandes anúncios. Um dos assuntos sensíveis a serem abordados é o controle de armas.

"Com esse diálogo, buscamos lançar as bases para futuras medidas de controle de armas e de redução de riscos", explicou o Departamento de Estado americano no comunicado que anunciou o encontro.

Para Riabkov, trata-se de determinar "o quão sério [os] americanos estão em seu desejo de estabelecer um diálogo centrado e enérgico sobre a estabilidade estratégica".

Esse encontro acontece em um contexto de tensão. Os Estados Unidos ameaçaram agir, caso a Rússia não ponha fim à onda de ciberataques que, segundo Washington, têm origem, em grande parte, em seu território.

Ontem, em um discurso aos serviços de Inteligência, Biden acusou a Rússia de buscar interferir nas eleições de meio de mandato de 2022, quando serão eleitos congressistas, governadores e outros cargos locais.

"É uma violação pura e simples da nossa soberania", disse o presidente, para quem seu homólogo russo "tem um problema real, é o chefe de uma economia que tem armas nucleares e poços de petróleo e nada mais".

"Ele sabe que está com problemas e, na minha opinião, isso o torna ainda mais perigoso", completou.

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