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Conteúdo publicado há
1 mês

Sindicato convoca greve em Escondida, a maior mineradora privada de cobre do mundo

28/07/2021 16h34

Santiago, 28 Jul 2021 (AFP) - O sindicato dos trabalhadores da mineradora de cobre chilena Escondida, controlada pela anglo-australiana BHP, convocou seus membros nesta quarta-feira (28) a aprovar uma greve e recusar a proposta da empresa para atender suas demandas trabalhistas.

Os dirigentes do sindicato nº 1 da Escondida, no norte do Chile, que com produção anual de 1,1 milhão de toneladas é a mineradora que mais produz cobre no mundo, convocou seus cerca de 2.200 associados para votar entre quinta e sábado a rejeição à última oferta apresentada pela empresa no âmbito do processo de negociação coletiva que vem conduzindo há quase dois meses.

Em nota, o sindicato explicou que a última proposta da empresa "visa aumentar o tempo de trabalho, reduzir pausas, modificar a jornada de trabalho, aplicar medidas que afetam a proteção dos trabalhadores doentes".

"Pedimos uma votação maciçva para rejeitar esta última oferta, com o objetivo de declarar uma greve legal, a única ferramenta que resta aos trabalhadores neste cenário, para pressionar por uma retificação urgente na forma de fazer as coisas por parte da administração da empresa", disse o sindicato em uma declaração.

Os trabalhadores estão pedindo um bônus em reconhecimento ao seu trabalho durante a pandemia de covid-19, "o equivalente a 1% dos lucros recebidos pelos proprietários". Eles também exigem um plano de desenvolvimento de carreira e benefícios educacionais para seus filhos.

"As circunstâncias favoráveis da indústria e em particular da empresa, não dão (...) desculpas para não responder favoravelmente aos nossos pedidos razoáveis. A mineradora Escondida prevê receitas de mais de 10 bilhões de dólares este ano", disse o comunicado.

A mineradora Escondida ainda não se pronunciou sobre o anúncio do sindicato.

Em 2017, os trabalhadores da Escondida entraram em greve por 44 dias, a mais longa da história da mineração chilena. A greve gerou perdas de 740 milhões de dólares para a empresa e representou uma contração de cerca de 1,3% do PIB chileno.

O Chile é o maior produtor mundial do metal vermelho, com cerca de 5,6 milhões de toneladas por ano.

msa/pa/mr/jc/mvv