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1 mês

Amanda Knox acusa novo filme de faturar com seu trágico caso

30/07/2021 17h08

Los Angeles, 30 Jul 2021 (AFP) - A atriz americana Amanda Knox, que ganhou fama depois de estar no centro de um caso criminal de alto perfil no qual foi absolvida, acusou um novo filme de "lucrar" com seu caso.

"Stillwater", que estreia nos cinemas dos Estados Unidos nesta sexta-feira (30), conta a história de um americano (Matt Damon) que viaja à França para tentar ajudar sua filha (Abigail Breslin), presa após ser acusada do assassinato de sua amiga - a quem ela afirma não ter matado. Nessa tarefa, recebe ajuda de uma francesa (Camille Cottin).

Seu diretor, Tom McCarthy, disse ter se "inspirado" vagamente no caso em que Amanda Knox estava envolvida, embora afirma que seu roteiro é diferente.

Knox, agora com 34 anos, irrompeu em uma série de mensagens em sua conta do twitter na quinta-feira: "Meu nome me pertence? Meu rosto? E quanto à minha vida? Minha história? Por que meu nome se refere a eventos dos quais não participei? Volto a essas perguntas porque outras pessoas continuam a se beneficiar com meu nome, rosto e história sem meu consentimento. Mais recentemente, o filme #STILLWATER", escreveu Knox.

A atriz e seu namorado Raffaele Sollecito foram condenados pelo assassinato de sua colega de quarto britânica Meredith Kercher em Perugia, Itália, em 2007, enquanto as duas mulheres estudavam lá.

O julgamento foi uma sensação da mídia em ambos os lados do Atlântico e Knox passou quatro anos na prisão antes de sua condenação ser anulada em 2015.

Segundo o diretor do filme, sua ideia era "deixar o caso Amanda Knox para trás" e que o argumento foi simplesmente feito "em torno" da história de uma estudante americana no exterior que está envolvida em um crime "sensacional" e acaba sendo presa.

Mas Knox apontou uma declaração da revista Vanity Fair, que observa que o filme "é diretamente inspirado na saga de Amanda Knox".

E, precisamente, Knox diz que a "saga" se refere ao assassinato de Meredith Kercher por um homem chamado Rudy Guede, condenado a 16 anos de prisão pelo crime em um julgamento separado na Itália em 2008.

Então, a história se torna "sobre uma mulher americana que NÃO estava envolvida em um crime sensacional e ainda foi condenada injustamente", ela tuitou.

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