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15 dias

Príncipe Andrew é notificado de ação por abuso sexual nos EUA

24/09/2021 20h35

Nova York, 24 Set 2021 (AFP) - O príncipe britânico Andrew admitiu ter sido corretamente notificado de uma ação por abuso sexual de menores interposta por uma suposta vítima nos Estados Unidos, segundo documentos do tribunal, publicados nesta sexta-feira (24).

Os advogados do duque de York tinham alegado inicialmente defeitos de forma na notificação da demanda.

Mas em um acordo com os representantes legais da denunciante, Virginia Guiffre, aceita-se que a notificação foi efetivada em 21 de setembro, segundo os documentos do tribunal do Distrito Sul de Nova York.

O segundo filho da rainha Elizabeth II da Inglaterra tem até 29 de outubro para responder à ação, pelo que a audiência prevista inicialmente para 13 de outubro foi cancelada, segundo o acordo.

No começo do mês, o Tribunal Superior da Inglaterra e Gales tinha aceitado o pedido de Giuffre para que o príncipe fosse oficialmente notificado da ação apresentada em Nova York.

O tribunal informou posteriormente aos advogados do duque que qualquer recurso contra sua decisão deveria ser feita no máximo até 24 de setembro.

Giuffre, agora com 38 anos, acusa o príncipe de ter abusado dela quando tinha 17 anos, sendo então menor de idade segundo a legislação americana.

Andrew, de 61 anos, considerado o filho predileto de Elizabeth II, nega as acusações e assegura que não conhece a demandante, apesar de haver fotos em que aparecem juntos.

Segundo a denúncia de Giuffre, o príncipe Andrew é "um dos homens poderosos" aos quais foi "entregue com fins sexuais", quando foi vítima, entre 2000 e 2002, desde os 16 anos, do extenso tráfico sexual pelo qual foi acusado e preso Jeffrey Epstein, que se suicidou em uma prisão de Manhattan em 2019.

Em sua demanda, Giuffre alega que o príncipe abusou dela na casa em Londres da amiga de Epstein, Ghislaine Maxwell, e na ilha particular que ele possuía nas Ilhas Virgens americanas.

Andrew, que não se distanciou de Epstein, se retirou da vida pública devido ao escândalo.

Maxwell, por sua vez, vai se sentar no banco dos réus em 29 de novembro, acusada de recrutar jovens menores de idade para Epstein.

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