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15 dias

Maduro condena 'xenofobia' contra venezuelanos no Chile

27/09/2021 22h57

Caracas, 28 Set 2021 (AFP) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, condenou nesta segunda-feira (27) o violento ataque a migrantes venezuelanos sem documentos no norte do Chile e anunciou um plano para repatriá-los de volta ao seu país.

"Por meio da chancelaria, procedemos imediatamente a um plano de 'Retorno à Pátria' de todos os venezuelanos que estão em Iquique, Chile, perseguidos, atacados pela xenofobia de uma direita pinochetista", declarou Maduro em discurso transmitido pela televisão estatal.

"Essa é a direita pinochetista, xenófoba, discriminatória que persegue nossos irmãos e irmãs!", acusou o presidente venezuelano.

Cerca de 3.000 pessoas protestaram em Iquique no sábado - com bandeiras chilenas e cartazes com slogans anti-imigração - contra a crescente chegada de migrantes à cidade.

Em meio a gritos xenófobos, um grupo queimou pertences de migrantes que acampavam nas ruas de Iquique e que a polícia impediu de serem espancados pela multidão.

O protesto em Iquique ocorreu depois que, na sexta-feira, a polícia despejou uma praça onde famílias de migrantes com crianças, em sua maioria venezuelanas, acampavam em meio à crescente crise migratória naquela área.

Maduro indicou que ativou o plano "Retorno à Pátria" - lançado em agosto de 2018 para facilitar o retorno voluntário dos migrantes - para as pessoas que desejam voltar do Chile.

"Vamos responder por tudo, por estes compatriotas que estão em Iquique, respondemos cabalmente", sublinhou o mandatário chavista.

Milhares de venezuelanos sem documentos cruzam a fronteira entre a Bolívia e o Chile, fugindo da crise em seu país, que Maduro atribui às sanções econômicas dos Estados Unidos contra a Venezuela.

Os migrantes fazem a travessia por passagens inóspitas, colocando suas vidas em risco. Cerca de 11 migrantes morreram nesta rota no ano passado.

O Ministério Público chileno abriu uma investigação sobre os ataques ocorridos no protesto, condenados pela Unicef e pela Acnur. O próprio presidente do Chile, Sebastián Piñera, descreveu o ocorrido como uma "agressão brutal".

atm/jt/lm/am