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Oito meses após crise, Venezuela nomeia novo representante na UE

Yvan Gil assume posto deixado por Claudia Salerno, declarada "persona non grata" pela UE em fevereiro - Kay Nietfeld/dpa-Zentralbild/picture alliance via Getty Images
Yvan Gil assume posto deixado por Claudia Salerno, declarada 'persona non grata' pela UE em fevereiro Imagem: Kay Nietfeld/dpa-Zentralbild/picture alliance via Getty Images

Em Caracas (Venezuela)

06/10/2021 14h28Atualizada em 06/10/2021 14h39

O governo da Venezuela nomeou um novo representante na UE (União Europeia), oito meses depois de uma crise diplomática que envolveu a expulsão de embaixadores e a uma semana do anúncio de uma missão de observação do bloco para as eleições regionais do país sul-americano.

Yvan Gil, que era vice-ministro para a Europa, "será nosso encarregado de negócios junto à União Europeia", anunciou o chanceler venezuelano, Félix Plasencia, em um tuíte ontem.

Gil assume o lugar de Claudia Salerno. Ela foi declarada "persona non grata" pela UE em fevereiro, depois que o presidente Nicolás Maduro fez o mesmo com a embaixadora da UE na Venezuela, Isabel Brilhante Pedrosa, expulsando-a do país em resposta a um pacote de sanções contra os funcionários chavistas.

As sanções incluíram Indira Alfonzo, então presidente do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) da Venezuela.

Isso aconteceu após as eleições legislativas de 6 de dezembro de 2020, boicotadas e descritas como "fraude" pelos principais partidos da oposição. Seu resultado não foi reconhecido pelos Estados Unidos, pela UE e por vários países latino-americanos.

A eleição presidencial de 2018, em que Maduro foi reeleito, também não foi reconhecida.

Em 29 de setembro, a UE anunciou que enviará uma missão de observação para as eleições regionais de 21 de novembro, após uma década e meia de ausência.

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