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Internacional

Pamela causa pequenos danos após entrar no México na costa do Pacífico

13/10/2021 19h05

Mazatlán, México, 13 Out 2021 (AFP) - Pamela, degradada para tempestade tropical após tocar o solo como furacão nesta quarta-feira (13) no território do México, deixou danos materiais, ruas inundadas e árvores e postes caídos no estado de Sinaloa (noroeste), na costa do Pacífico.

Às 12h00 GMT (09h00 no horário de Brasília), Pamela entrou no continente como furacão de categoria 1 na escala de Saffir-Simpson (até 5) a cerca de 65 quilômetros ao norte do porto de Mazatlan, com ventos sustentados de 120 km/h, de acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

Mas o ciclone perdeu força rapidamente e às 21h00 GMT (18h00 em Brasília) estava a 415 km de Mazatlán com ventos sustentados de 55 km/h, movendo-se a 44 km/h para nordeste.

"Espera-se que Pamela se dissipe esta noite sobre as terras mais altas do centro do México", acrescentou o NHC.

Sinaloa é o estado mexicano mais afetado pelo fenômeno, que também causa fortes chuvas nos vizinhos Nayarit, Durango e Coahuila, de acordo com a Comissão Nacional de Águas do México.

Danos menores

Elementos de ajuda e resgate foram mobilizados para o porto de Mazatlan, com cerca de 500 mil habitantes e a maior cidade da zona de impacto, uma vez que a intensidade da tempestade diminuiu.

Postes de luz caídos, um grande número de árvores destruídas, janelas quebradas e alguns telhados tombados foram observados na área turística desta cidade costeira, confirmou a AFP.

Nos subúrbios do porto, algumas casas foram totalmente destruídas pelos ventos de Pamela.

O município informou que está trabalhando na recuperação de água potável, que foi afetada em alguns setores da cidade, assim como na reforma do serviço de iluminação pública afetado.

A Proteção Civil de Sinaloa divulgou imagens de equipes de resgate ajudando a transferir moradores de áreas inundadas para abrigos.

Na terça-feira, 16 cidadãos americanos foram levados para abrigos depois de ficarem presos no aeroporto local devido ao cancelamento de seus voos pelas condições climáticas.

Os turistas, que iam para Dallas, Phoenix e Los Angeles, foram levados para um abrigo até que as condições melhorem, explicou Eloy Ruiz, coordenador local da Proteção Civil.

As autoridades de Sinaloa também pediram aos moradores das áreas rurais da zona de impacto que fossem para refúgios diante do risco de inundações.

Na noite de terça, o governo de Sinaloa declarou quase 10 municípios em alerta vermelho.

Residentes dessas cidades foram aos supermercados para estocar água e alimentos não perecíveis. Aulas e outras atividades foram suspensas em áreas ameaçadas pelo fenômeno.

O México sofre regularmente com ciclones tropicais nas costas do Pacífico e do Atlântico.

Neste ano, o mais letal foi Grace, que atingiu o continente primeiro no Caribe e depois no estado de Veracruz (leste), deixando 11 mortos naquele estado e na vizinha Puebla.

O furacão Nora atingiu a costa no final de agosto no estado de Jalisco, no Pacífico, deixando um menor espanhol e uma mulher desaparecida.

Enquanto Olaf atingiu o continente em setembro como um furacão na península de Baja California, deixando pequenos danos materiais.

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