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Protesto no Líbano termina em seis mortos e mais de 30 feridos

Em foto de agosto de 2021, manifestantes correm durante conflito com forças de segurança durante protesto em Beirute, no Líbano - Aziz Taher/Reuters
Em foto de agosto de 2021, manifestantes correm durante conflito com forças de segurança durante protesto em Beirute, no Líbano Imagem: Aziz Taher/Reuters

14/10/2021 08h08Atualizada em 14/10/2021 10h44

Pelo menos seis pessoas morreram, e outras 30 ficaram feridas nesta quinta-feira (14) durante tiroteios em uma manifestação dos movimentos xiitas Hezbollah e Amal em Beirute, segundo informações da Cruz Vermelha libanesa.

Um homem foi baleado na cabeça, e outro, no peito, disse à AFP a médica Mariam Hassan, do hospital Sahel, nos arredores de Beirute.

A Agência Nacional de Informação (ANI) anunciou que há uma terceira vítima fatal no hospital Rassul Al Aazam, na parte xiita do sul de Beirute.

As pessoas feridas foram socorridas por ambulâncias perto do Palácio da Justiça, onde os manifestantes exigiam a destituição do juiz encarregado da investigação da explosão no porto da cidade, ocorrida em 4 de agosto de 2020.

A tragédia causou a morte de pelo menos 214 pessoas e feriu mais de 6.000, além de destruir vários edifícios na capital libanesa.

O Hezbollah e seus aliados acreditam que o juiz está politizando a investigação.

As emissoras de televisão locais mostraram imagens de manifestantes armados, e o Exército informou que houve vários disparos em diferentes pontos. Além disso, áreas foram isoladas para "buscar os autores dos disparos e prendê-los".

O primeiro-ministro Nagib Mikati pediu que se mantenha a calma e criticou as tentativas de mergulhar o país em um ciclo de violência.

Na terça-feira (12), o juiz Tareq Bitar emitiu um mandado de prisão para o deputado e ex-ministro das Finanças Ali Hassan Khalil, membro do Amal e aliado do Hezbollah.

Na sequência, viu-se obrigado a suspender a investigação. Dois ex-ministros apresentaram uma denúncia contra o magistrado, a qual foi indeferida nesta quinta-feira. Com isso, ele retomará seu trabalho.

Esta questão está prestes a implodir o recém-formado governo libanês, após um ano de bloqueio político.

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