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'Estátuas de sal': Centenas de pessoas posam nuas no Mar Morto

Centenas de participantes em parte do último projeto fotográfico do artista americano Spencer Tunick - Menahem KAHANA / AFP
Centenas de participantes em parte do último projeto fotográfico do artista americano Spencer Tunick Imagem: Menahem KAHANA / AFP

Arad, em Israel

18/10/2021 08h34Atualizada em 18/10/2021 11h25

Centenas de pessoas nuas e pintadas de branco caminharam pelo terreno árido próximo do Mar Morto, no Oriente Médio, como parte do último projeto fotográfico do artista norte-americano Spencer Tunick, em favor do meio ambiente.

Tunick, vestido de preto, dirigiu a cena empoleirado no teto de um veículo, dando ordens através de um megafone. Ele posicionou seus modelos em colinas rochosas diante do lago de cor turquesa. Cerca de 200 pessoas, homens e mulheres, ouviram suas instruções para caminhar ou permanecerem parados.

O artista afirmou ter coberto os modelos com pintura branca para evocar a história bíblica da esposa de Ló, que, segundo o texto, se transformou em uma estátua de sal.

O fotógrafo de 54 anos está em Israel a convite do Ministério do Turismo para fotografar pela terceira vez o Mar Morto com pessoas nuas.

mar morto - Menahem KAHANA / AFP - Menahem KAHANA / AFP
O fotógrafo Spencer Tunick com os participantes do projeto
Imagem: Menahem KAHANA / AFP

"Para mim, o corpo representa beleza, vida e amor", disse Tunick, que já realizou projetos como este em várias partes do mundo.

Tunick fotografou mais de mil modelos sem roupas há uma década nas margens do lago salgado, que perde um metro a cada ano.

A redução paulatina do Mar Morto se agravou nos últimos tempos, pois Israel e Jordânia utilizam a água que flui mais acima para a agricultura e consumo humano, o que se soma à extração mineral à evaporação acelerada causada pelas mudanças climáticas.

A estudante de doutorado Anna Kleiman, de 26 anos, contou que se juntou ao evento como uma forma de alertar para a crise do meio ambiente, com o aquecimento global.

O projeto conta com financiamento do Ministério do Turismo de Israel, que pagou passagens e gastos, e também da prefeitura de Arad, que forneceu pessoal e assumiu outros gastos, de acordo com Hassan Madah, diretor de marketing para as Américas do ministério.

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