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Procuradoria do Equador abre investigação prévia contra Lasso por Pandora Papers

Guillermo Lasso, presidente eleito do Equador, teve offshores reveladas pelos Pandora Papers - REUTERS / Luisa Gonzalez =
Guillermo Lasso, presidente eleito do Equador, teve offshores reveladas pelos Pandora Papers Imagem: REUTERS / Luisa Gonzalez =

21/10/2021 21h44

Quito, 22 Out 2021 (AFP) - A Procuradoria Geral do Equador informou nesta quinta-feira (21) ter aberto uma "investigação prévia" pelo suposto crime de defraudação tributária contra o presidente Guillermo Lasso após ele ter sido apontado nos "Pandora Papers".

"Em 18 de outubro, a Procuradoria Geral do Estado abriu uma investigação prévia por suposta defraudação tributária contra o Presidente da República", destacou a entidade em um chat de imprensa no WhatsApp.

A Procuradoria acrescentou que a indagação surgiu a partir de uma denúncia apresentada pelo líder indígena e opositor Yaku Pérez, ex-candidato à Presidência pelo movimento Pachakutik (esquerda).

A secretária de Comunicação da Presidência destacou que "mais tarde" haverá um pronunciamento oficial a respeito.

Segundo os "Pandora Papers", Lasso, um ex-banqueiro de direita, controlou 14 sociedades offshore, a maioria sediada no Panamá, e as fechou depois que o ex-presidente Rafael Correa (2007-2017) conseguiu a aprovação de uma lei em 2017 que proíbe os aspirantes presidenciais ter empresas em paraísos fiscais.

Pérez disse, em entrevista ao canal RTU, nesta quinta-feira, que as ações de Lasso poderiam ser crimes de evasão tributária, enriquecimento ilícito ou por atuar como testa-de-ferro.

O governante negou em duas ocasiões se apresentar a uma comissão do Congresso que investiga o escândalo dos "Pandora Papers". Em carta difundida na quarta-feira, destacou estar disposto a receber os legisladores na sede da presidência.

Lasso afirma que teve "investimentos legítimos em outros países" e que as desfez para se candidatar nas eleições que venceu este ano e que não descumpriu a lei.

O Executivo avalia que a indagação do Legislativo, controlado pela oposição, embora com forças pulverizadas, é uma manobra para levar o presidente a um julgamento político, um mecanismo que contempla o impeachment.

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