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Conteúdo publicado há
1 mês

Junta de Mianmar voltam a prender mais de 100 pessoas recém-libertadas

22/10/2021 07h06

Bangcoc, 22 Out 2021 (AFP) - A junta militar de Mianmar voltou a prender, mais de 100 manifestantes pró-democracia recentemente libertados em uma anistia - informou uma ONG que monitora as detenções no país.

Mianmar está mergulhada no caos desde o golpe de Estado de fevereiro que derrubou o governo civil de Aung San Suu Kyi e pôs fim a um intervalo de uma década de democracia no país.

Desde então, mais de 1.100 civis morreram na sangrenta repressão contra dissidentes, e mais de 8.000 pessoas foram presas, segundo a Associação de Assistência aos Presos Políticos (AAPP).

Na segunda-feira (18), a junta anunciou que, durante o festival das luzes de Thadingyut, libertaria mais de 5.000 manifestantes presos. Após a notícia, várias famílias se aglomeraram diante da prisão à espera de que um dos seus estivesse entre os anistiados.

O número real de presos soltos é difícil de ser verificado, e muitos deles tiveram que assinar um documento prometendo que não seria reincidentes.

Pelo menos 110 deles foram presos novamente, segundo a AAPP.

"Bastou chegar em casa que vários foram (...) detidos mais uma vez", disse a organização, em um comunicado divulgado na quinta-feira (21).

"Outros foram informados de que estavam na lista dos libertados, foram conduzidos à entrada do presídio, apenas para serem devolvidos à prisão sob novas acusações", acrescentou.

No final de junho, as autoridades libertaram mais de 2.000 opositores do golpe, detidos em várias prisões do país. Entre eles, estão jornalistas de veículos locais, por terem criticado a repressão aos militares.

O editor-chefe do Frontier Myanmar, Danny Fenster, de nacionalidade norte-americana, segue no presídio de Insein, perto de Yangoon, desde que foi preso em 24 de maio.

bur-rma/leg/es/zm/tt