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1 mês

Membros da extrema direita são julgados por incidentes de Charlottesville em 2017

25/10/2021 15h07

Washington, 25 Out 2021 (AFP) - A Justiça dos Estados Unidos iniciou nesta segunda-feira (25) o processo contra os organizadores de uma manifestação de extrema direita em 2017 em Charlottesville e que se transformou em uma tragédia que deixou um morto e vários feridos.

Habitantes desta cidade de Virgínia que foram vítimas dos confrontos culpam pelos danos várias figuras e grupos da extrema direita, acusados de terem "planejado, promovido e executado os eventos violentos".

Em agosto de 2017, centenas de nacionalistas brancos se manifestaram contra a decisão da prefeitura de remover uma estátua do general Robert Lee, que liderou os estados escravistas do sul durante a guerra civil americana.

O protesto começou em 11 de agosto à noite com uma manifestação de neonazistas e membros do Ku Klux Klan que marcharam com suas tochas.

No dia seguinte, houve confrontos entre simpatizantes da supremacia branca e manifestantes antirracistas. Um simpatizante neonazista, James Fields, bateu seu veículo em uma multidão de contramanifestantes. Uma mulher de 32 anos, Heather Heyer, morreu no ataque e outras 19 pessoas ficaram feridas.

O então presidente Donald Trump denunciou a violência "dos dois lados", o que foi visto como um ato de complacência com a extrema direita.

Fields foi condenado à prisão perpétua.

O processo civil iniciado em 2017 por quatro feridos pelo automóvel e outras pessoas que sofrem um "estresse profundo e incapacitante" avançou mais lentamente, particularmente pela falta de cooperação dos acusados.

A denúncia é contra cerca de dez grupos neonazistas, dois ramos locais do Ku Klux Klan, o proprietário de um site neonazista e cerca de quinze figuras desse movimento. Entre eles estão Jason Kessler, que convocou a manifestação do dia 12, e Richard Spencer, que organizou a marcha da véspera.

"As violências de Charlottesville não foram acidentais", destacam as vítimas em sua denúncia. "Foram resultado de um plano (...) preparado durante meses e cuja implementação foi ativamente supervisionada" pelos acusados, afirmam.

Os réus rejeitam as acusações de complô e alegam o direito à liberdade de expressão.

A Justiça federal começou nesta segunda-feira o processo de seleção do júri e o julgamento pode durar várias semanas.

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