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China prolonga licença-maternidade para aumentar taxa de natalidade

Crianças indo para a escola na China; taxa de natalidade no país em 2020 foi a menor desde o início da coleta de dados - REUTERS
Crianças indo para a escola na China; taxa de natalidade no país em 2020 foi a menor desde o início da coleta de dados Imagem: REUTERS

26/11/2021 13h34

Várias regiões da China decidiram conceder pelo menos 30 dias adicionais de licença-maternidade para aumentar a taxa de natalidade em face do envelhecimento da população e da redução do número de pessoas ativas.

Desde o início do ano, as autoridades autorizam os chineses a terem três filhos. É assim que busca relançar a taxa de natalidade, que em 2020 atingiu o menor nível em 40 anos.

O governo municipal de Pequim anunciou nesta sexta-feira que as mulheres agora poderão tirar 158 dias de licença-maternidade (30 a mais do que antes).

Medida semelhante foi anunciada em Xangai, a cidade mais populosa do país (25 milhões de habitantes).

Na província costeira de Zhejiang (leste), as mães de um segundo ou terceiro recém-nascido poderão tirar 188 dias (26 semanas), segundo a agência de notícias oficial Xinhua.

A legislação nacional estabelece uma licença-maternidade mínima de 98 dias.

Essas medidas geraram debate nas redes sociais. Comemoradas pela maioria, alguns internautas reclamaram, porém, que a duração da licença-paternidade permanece inalterada: 15 dias em Pequim e Zhejiang, 10 em Xangai.

"As empresas vão favorecer os homens em detrimento das mulheres", disse um internauta.

Após três décadas de "política de filho único", a China encerrou essa regra em 2016.

Mas os incentivos das autoridades parecem ter pouco efeito sobre as famílias, que devem lidar com o aumento do custo de vida, educação e habitação.

A taxa de natalidade em 2020 foi de 8,52 nascimentos por 1.000 habitantes, o valor mais baixo desde o início da coleta de dados, em 1978.

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