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OMS aconselha a pessoas vulneráveis à covid não vacinadas adiar viagens a áreas de risco

30/11/2021 21h21

Genebra, 1 dez 2021 (AFP) - As pessoas em risco de contrair o coronavírus e que não estão totalmente vacinadas contra a doença, inclusive os maiores de 60 anos, devem adiar suas viagens a zonas de risco de transmissão, recomendou nesta terça-feira (30) a Organização Mundial da Saúde.

A entidade destacou ainda que as restrições a viagens não deteriam a propagação da nova variante ômicron, considerada preocupante.

"Às pessoas que não estão totalmente vacinadas ou que não têm provas de uma infecção de Sars-CoV-2 anterior, e que correm o risco de desenvolver uma forma grave da doença ou de morrer, inclusive as de 60 anos ou mais ou as que têm comorbidades que aumentam o risco da covid-19 grave (por exemplo, cardiopatias, câncer e diabetes) são aconselhadas a adiar suas viagens a zonas de transmissão local", dusse a OMS em um novo documento de recomendação para viajar após o aparecimento da variante ômicron.

Em suas recomendações, a Organização Mundial de Saúde apontou que, até 28 de novembro, "56 países haviam aplicado medidas de viajem para tentar atrasar a importação da nova variante".

No entanto, a organização com sede em Genebra, cujas recomendações nem sempre são seguidas por seus 194 Estados-membros, advertiu que "as proibições gerais de viajar não evitarão a propagação internacional e colocarão um fardo pesado em vidas e meios de subsistência".

Além disso, essas medidas "podem ter um impacto negativo nos esforços globais de saúde durante uma pandemia ao desanimar os países de informar e compartilhar os dados epidemiológicos e de sequenciamento".

Em termos mais gerais, pede a todos os viajantes que "permaneçam atentos", se vacinem e sigam todas as normas de saúde pública, independentemente do seu estado de vacinação, incluindo o uso de máscaras, medidas de distanciamento físico e evitando espaços lotados e mal ventilados.

No domingo passado, o escritório regional da OMS na África pediu "fronteiras abertas", enquanto a África do Sul pediu o "levantamento imediato e urgente" das restrições de viagens ao país após a detecção da nova variante ômicron.

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