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1 mês

EUA defende restrições de entrada que afetam 8 países africanos

02/12/2021 16h56

Washington, 2 dez 2021 (AFP) - A Casa Branca assegurou nesta quinta-feira (2) que sua decisão de proibir a entrada nos Estados Unidos de viajantes de apenas oito países africanos, no momento em que a variante ômicron do coronavírus está se espalhando por todo o mundo, "não é um castigo".

"Estamos em contato diplomático com os líderes desses países sobre as medidas que tomamos", disse a porta-voz da Presidência dos EUA, Jen Psaki.

"Isso não é um castigo, são medidas recomendadas por nossos funcionários de saúde pública e por especialistas médicos", afirmou Psaki em sua coletiva de imprensa de rotina. "Ninguém quer que isso seja permanente", acrescentou.

Washington proibiu a chegada em território americano de pessoas procedentes de África do Sul, Botsuana, Zimbábue, Namíbia, Lesoto, Eswatini (antiga Suazilândia), Moçambique e Malawi, devido à propagação da variante ômicron.

Essas restrições com foco na África estão gerando muitas críticas, já que a nova variante está sendo detectada no mundo todo, inclusive nos Estados Unidos.

Na África, só há informações de casos da variante em quatro países: África do Sul, Gana, Nigéria e Botsuana.

Os Estados Unidos, no entanto, não foram o único país a tomar medidas tão drásticas e específicas.

Muitos países fecharam suas fronteiras, entre eles o Brasil, para viajantes procedentes da África do Sul, onde a nova variante foi detectada pela primeira vez.

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, denunciou nesta quinta "toda as formas de apartheid sanitário", ao ressaltar que seu país está parcialmente isolado do resto do mundo.

As restrições de viagem impostas aos países da África Austral por diversas nações ocidentais equivalem à "afrofobia", denunciou, por sua vez, o presidente de Malawi, Lazarus Chakwera.

A Organização Mundial da Saúde afirmou que, em geral, os fechamentos de fronteiras são desnecessários.

Ao ser questionada se, diante da propagação da variante, os Estados Unidos multiplicariam o número de países afetados pelas restrições ou, pelo contrário, suspenderiam as que estão em vigor, Jen Psaki respondeu: "Vamos avaliar as duas possibilidades".

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