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1 mês

Legislador dos EUA é criticado por tuíte natalino com armas após tiroteio em escola

05/12/2021 14h37

Washington, 5 dez 2021 (AFP) - Um congressista dos Estados Unidos está no centro das atenções por postar uma foto de sua família sorrindo e segurando armas em frente a uma árvore de Natal, dias depois que um tiroteio mortal em uma escola chocou o país.

Thomas Massie, um representante do estado republicano de Kentucky, postou uma foto sua e de seis membros de sua família no sábado, cada um sorrindo e segurando uma arma, junto com a legenda "Feliz Natal! PS: Papai Noel, traga munição".

A postagem imediatamente provocou críticas, principalmente de pais de vítimas de tiroteios em escolas e de colegas legisladores, que acusaram Massie de crueldade dias depois que um adolescente matou quatro colegas de escola em Oxford, Michigan.

"Vergonhoso", escreveu John Yarmuth, um congressista democrata do Kentucky, dizendo que essas mensagens republicanas pró-armas "esfregam abertamente o assassinato de crianças em nossas caras como se tivessem marcado um touchdown" (ponto do futebol americano).

Adam Kinzinger, congressista republicano do estado de Illinois, expressou em sua conta no Twitter que apoiava o direito de posse de armas nos Estados Unidos - garantido pela Constituição - mas garantiu que a publicação da foto "não apoia o direito de ter e portar armas". "Isso é um fetiche em armas", sentenciou.

Fred Guttenberg, cuja filha foi morta no tiroteio escolar mais mortal da história americana em Parkland, Flórida, em 2018, respondeu ao post de Massie.

"@RepThomasMassie, já que estamos compartilhando fotos de família, aqui estão as minhas", escreveu ele. "Uma é a última foto que tirei de Jaime, a outra é onde ela está enterrada", escreveu.

Manuel Oliver, cujo filho Joaquim também morreu em Parkland, estava sendo entrevistado na CNN sobre controle de armas quando a postagem de Massie se tornou viral.

"Essa é uma grande parte do problema", disse ele depois de ver a postagem. "Isso também é algo que deve nos ensinar quem escolher e quem não escolher", argumentou.

No tiroteio de 30 de novembro na pequena cidade de Oxford, quatro estudantes, com idades entre 14 e 17, foram mortos, enquanto outros seis e um professor ficaram feridos.

Ethan Crumbley, o jovem de 15 anos que se entregou à polícia sem oferecer resistência, foi acusado de "assassinato" e "ato terrorista" e pode passar o resto de seus dias na prisão, pois está sendo processado como um adulto.

Seus pais foram acusados de quatro acusações de homicídio culposo pela compra da arma e por ignorarem vários sinais de alerta antes da tragédia, levando a uma sentença de até 15 anos de prisão.

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