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Conteúdo publicado há
4 meses

Imunidade natural foi mais potente que vacina durante onda da variante delta nos EUA, diz estudo

19/01/2022 23h51

Washington, 20 Jan 2022 (AFP) - Durante o último surto de coronavírus nos Estados Unidos, impulsionado pela variante delta, as pessoas que não foram vacinadas, mas sobreviveram à covid-19, estavam mais protegidas do que aquelas que foram vacinadas e não infectadas anteriormente, indicou um novo estudo nesta quarta-feira (19).

A descoberta é a mais recente a pesar no debate sobre os pontos fortes relativos da imunidade natural versus a adquirida por vacina contra o SARS-CoV-2, mas desta vez vem com o respaldo dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.

Os autores do artigo alertaram, no entanto, contra depender da infecção como estratégia, devido ao maior risco para não vacinados de hospitalização, impactos de longo prazo e morte, em comparação com os vacinados.

"O nível de proteção que a vacinação oferece e a sobrevivência a uma infecção anterior mudou durante o período de estudo. A vacinação segue sendo a estratégia mais segura para se proteger contra a covid-19", informaram os CDC em comunicado.

A análise foi realizada antes das injeções de reforço estarem amplamente disponíveis e do surgimento da variante ômicron, para a qual tanto a imunidade derivada da vacina quanto da infecção parecem menores.

O estudo envolveu pacientes em Nova York e na Califórnia entre 30 de maio e 30 de novembro de 2021.

Na semana de 3 de outubro, as taxas de casos entre pessoas vacinadas sem ter contraído a doença antes eram cerca de seis vezes menores na Califórnia e cinco vezes menores em Nova York, em comparação com aqueles que não foram vacinados nem tiveram covid anteriormente.

Antes da variante delta se tornar dominante, entre junho e julho de 2021, a vacinação dava uma imunidade maior que a própria infecção.

A proteção mais alta ocorreu entre aqueles que tinham tanto a vacinação quanto covid anterior. As hospitalizações seguiram um padrão semelhante.

No entanto, o estudo poderia ser afetado por um efeito conhecido como "viés de seleção", pois excluiu pessoas que morreram, que em sua grande maioria não foi vacinada.

Outras pesquisas, incluindo um conceituado artigo científico de Israel publicado em agosto, também descobriram que a imunidade natural era mais potente do que as vacinas durante o surto do delta.

Mas os CDC adotaram uma posição oposta, com base em dados pré-delta.

"Mais estudos são necessários para estabelecer a duração da proteção a partir de infecções anteriores por tipo de variante, gravidade e sintomatologia, inclusive para a variante ômicron", concluiu o artigo.

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