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EUA anunciam envio de soldados ao leste europeu, mas 'não muitos'

"Vou mobilizar soldados para o leste europeu e países da Otan no curto prazo", disse Biden a repórteres - Mandel Ngan/AFP
"Vou mobilizar soldados para o leste europeu e países da Otan no curto prazo", disse Biden a repórteres Imagem: Mandel Ngan/AFP

28/01/2022 21h15Atualizada em 28/01/2022 21h41

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta sexta-feira (28) que em breve enviará soldados americanos para apoiar a presença da Otan no leste europeu, em meio a tensões entre Rússia e Ucrânia.

"Vou mobilizar soldados para o leste europeu e países da Otan no curto prazo. Não muitos", disse Biden a repórteres ao voltar a Washington, depois de fazer um discurso na Filadélfia.

Os Estados Unidos já têm dezenas de milhares de soldados estacionados majoritariamente na Europa ocidental, mas o Pentágono está considerando enviar um pequeno número de reforços ao tenso flanco leste.

Esta semana, o porta-voz, John Kirby, informou que 8.500 militares estavam em "alerta máximo" para auxiliar a Otan.

A mobilização pode ser tanto política quanto militarmente significativa, reforçando o envolvimento dos Estados Unidos no conflito.

A Ucrânia não pertente à Otan, mas Washington teme um transbordamento nos países vizinhos membros da Aliança Atlântica se a Rússia atacar a Ucrânia.

Moscou, por sua vez, insiste em que não planeja atacar, mas mantém mais de 100.000 tropas de combate nas fronteiras e, entre várias reivindicações, pede às potências ocidentais que descartem para sempre o ingresso da Ucrânia na Otan.

Biden advertiu em coletiva de imprensa na semana passada que um ataque russo à Ucrânia poderia conseguir justamente o contrário da meta pretendida pelo Kremlin.

"Vamos aumentar a presença de soldados na Polônia, Romênia, etc., se de fato [a Rússia] se mobilizar", disse Biden. "Somos parte da Otan", acrescentou.

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