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Caso nuclear iraniano preocupa 'muito' diretor da AIEA

10/05/2022 11h13

Viena, 10 Mai 2022 (AFP) - O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, declarou-se, nesta terça-feira (10), "muito preocupado" com a situação no Irã e denunciou uma falta de cooperação em meio ao bloqueio das negociações para salvar o acordo de 2015.

A AIEA "tenta esclarecer alguns assuntos que se encontram pendentes", declarou Grossi, perante uma comissão do Parlamento europeu.

"Eu me refiro ao fato de, nos últimos meses, termos conseguido identificar rastros de urânio enriquecido em lugares nunca declarados pelo Irã, como se tivessem abrigado qualquer atividade nuclear", ressaltou.

"Estamos extremamente preocupados (...). A situação não parece muito favorável. Por enquanto, o Irã não se mostrou disposto a fornecer as informações de que precisamos", criticou o chefe do órgão de monitoramento da ONU.

Vários sítios são alvo de interrogatórios por parte da AIEA.

No início de março, Grossi viajou para o Irã para revisar este assunto, quando a República Islâmica solicitou o encerramento do caso. Por fim, acertou-se que ambas as partes troquem seus documentos para a adoção de uma resolução antes de junho.

Estas declarações surgem no momento em que o negociador da União Europeia encarregado de coordenar o diálogo sobre a questão nuclear iraniana, Enrique Mora, é esperado no Irã nesta terça-feira para tentar reiniciar o processo.

Há mais de um ano, Irã e Estados Unidos mantêm negociações indiretas em Viena para ressuscitar o acordo de 2015, de modo a impedir a República Islâmica de fabricar uma bomba atômica, o que aquele país nega. Os outros participantes são Alemanha, China, França, Grã-Bretanha e Rússia.

Os diplomatas deixaram Viena em 11 de março para fazer uma "pausa" e, desde então, Irã e Estados Unidos se acusam mutuamente de serem responsáveis pelo bloqueio nas discussões.

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