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Presidente dos Emirados Árabes Unidos morre aos 73 anos

Khalifa bin Zayed Al Nahayan, presidente dos Emirados Árabes Unidos - REUTERS/Dan Kitwood
Khalifa bin Zayed Al Nahayan, presidente dos Emirados Árabes Unidos Imagem: REUTERS/Dan Kitwood

13/05/2022 11h33

O presidente dos Emirados Árabes Unidos, xeque Khalifa bin Zayed Al Nahayan, morreu nesta sexta-feira aos 73 anos, após vários anos com problemas de saúde, anunciou a agência oficial de notícias do país.

"O ministério de Assuntos Presidenciais apresenta suas condolências ao povo dos Emirados Árabes Unidos e das nações árabes muçulmanas pela morte do chefe de Estado, que faleceu na sexta-feira 13 de maio", afirma um comunicado divulgado pela agência estatal WAM.

O governo decretou "luto oficial e as bandeiras a meio-mastro" por um período de 40 dias, com trabalhos suspensos nos setores público e privado nos três primeiros dias", acrescentou a agência.

O chefe de Estado, nascido em 1948, raramente aparecia em público desde que sofreu um derrame cerebral em janeiro de 2014.

O xeque Khalifa bin Zayed Al Nahayan sucedeu em novembro de 2004 seu pai, xeque Zayed bin Sultan Al Nahayan, presidente e pai fundador dos Emirados Árabes Unidos, rico Estado do Golfo que reúne sete emirados, incluindo Dubai e a capital Abu Dhabi.

Desde o derrame cerebral de 2014, seu meio-irmão Mohamed Bin Zayed, príncipe herdeiro de Abu Dhabi, conhecido como "MBZ", administra as questões do país e é considerado o governante de fato da monarquia petroleira com influência crescente.

"Suas posições, seus êxitos, sua sabedoria, sua generosidade e suas iniciativas estão em todos os cantos do país", declarou Mohammed bin Zayed no Twitter. "Khalifa bin Zayed, meu irmão, meu mentor e meu professor, que Deus conceda sua misericórdia", acrescentou.

Após o estabelecimento em 1971 da federação, o xeque Khalifa foi nomeado vice-primeiro-ministro do novo Estado. Ele presidiu o Conselho Superior do Petróleo, órgão com de amplos poderes no setor da energia.

Sob o mandato do xeque Khalifa, os Emirados registraram um rápido desenvolvimento econômico, impulsionado pela riqueza petrolífera de Abu Dhabi, que concentra 90% das reservas da federação. Dubai virou um centro financeiro, um destino turístico de luxo e um importante ponto de transporte aéreo.

Mas, assim como seu presidente, os Emirados permaneceram relativamente discretos no cenário internacional, geralmente atrás de sua grande aliada, a Arábia Saudita, gigante do Golfo e do mundo árabe.

De acordo com analistas, sob o comando do príncipe "MBZ" que o país começou a sair progressivamente da sua discrição habitual, em particular a partir dos anos 2010, com uma influência cada vez maior no Oriente Médio e na África.

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